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Hoje, 463 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo, segundo a 9ª edição do Atlas de Diabetes de 2019, da Federação Internacional de Diabetes. A pesquisa mapeou a dimensão da doença em 138 países. Segundo a análise, o Brasil é o 5º país no mundo em número de pessoas com diabetes, com 16,8 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos e esse número pode chegar a mais de 20 milhões em 2045.

O Diabetes é uma síndrome do metabolismo decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina – hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela manutenção do metabolismo da glicose – exercer adequadamente seus efeitos. Sua falta provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes, que se caracteriza por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma persistente.

Forma mais comum da doença, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diabetes tipo 2 responde por cerca de 90% das pessoas com diabetes. “O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que pode não manifestar sintomas na fase inicial, e mesmo por muitos anos. Por isso, a avaliação médica anual preventiva e o monitoramento dos níveis de açúcar no sangue são imprescindíveis para a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle efetivo”, esclarece Dr. Jairo Lins Borges, cardiologista e pesquisador da UNIFESP.

Com duas vezes mais chances de ter doenças cardíacas ou derrame do que as pessoas sem diabetes, as doenças cardiovasculares, em que o coração e os vasos sanguíneos são afetados negativamente, são a causa número um de morte em pessoas que vivem com diabetes tipo 2.

Com a pandemia da Covid-19 e adoção de medidas de distanciamento social como forma de prevenir o contágio, o paciente diabético não deve abandonar o tratamento. “Apesar da necessidade de medidas de prevenção ao coronavírus, os diagnosticados com diabetes devem seguir com o tratamento e acompanhamento médico para evitar complicações como problemas cardiovasculares, pé diabético, infecções, doença da vista, entre outros”, explica o especialista.

Para a prevenção de doenças cardiovasculares em pacientes com diabetes, a SBD recomenda manter estáveis os níveis de glicemia, ter uma rotina de alimentação saudável, prática de atividades físicas e controlar os fatores de risco, como hipertensão, glicemia, tabagismo, obesidade e colesterol. Além disso, consultar um endocrinologista ou um cardiologista regularmente e realizar exames periódicos que possam apontar a necessidade de utilização de medicações preventivas devem fazer parte das medidas preventivas.

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