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O sistema imunológico do corpo humano se compõe de várias células que monitoram o corpo em busca de danos ou infecções. Ele funciona detectando e produzindo anticorpos para eliminar contaminantes por bactérias e vírus. 

O que surpreende, após meio século de pesquisas, é que o organismo reage de forma diferente de dia ou de noite e isso se dá porque nossas células são inteligentes e capazes de identificar a hora para atuarem nos tecidos durante o dia e pelos corpos à noite, por nossos gânglios linfáticos.

O ritmo circadiano tem como principal função sincronizar o sistema endógeno em um período de 24 horas. Os ritmos circadianos são uma característica crítica e proeminente das células, tecidos e órgãos, que auxiliam o organismo a executar suas funções com mais eficiência. Além disso, os ritmos circadianos controlam uma variedade de processos biológicos, incluindo: ciclo do sono, temperatura corporal, secreção hormonal, função intestinal, homeostase da glicose e função imunológica. Estudos recentes sugerem que o desalinhamento crônico dos ritmos circadianos está diretamente relacionado com ganho de massa, obesidade e disfunções metabólicas.

Neste contexto, conclui-se que há uma crescente evidência, tanto experimental quanto epidemiológica de que o desalinhamento circadiano, por condições ambientais tais como ciclo claro/escuro e alimentação, interrompe os ritmos metabólicos e leva a alterações metabólicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Nosso corpo possui mais de 100 ritmos circadianos que a cada ciclo de 24 horas influencia uma função do corpo e rege, por exemplo, a produção de certos hormônios como a melatonina, que provoca cansaço e sinaliza a hora de dormir, a temperatura, o ritmo cardíaco, níveis hormonais, pressão arterial e até sensibilidade à dor. 

Como o sangue coagula rapidamente por volta das 8h da manhã e a pressão se eleva, ocorrem mais derrames e ataques cardíacos nesse horário. Temperatura, força, flexibilidade e resistência à dor são maiores no final da tarde e portanto, competições teriam melhores resultados nesse horário, assim como seria preciso menos anestesia em pacientes para obter o efeito desejado. A hipófise diminui a produção de melatonina durante o dia mantendo-nos alertas e aumenta durante a noite. 

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