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Uma das maiores preocupações no início da gravidez é de se exercitar no primeiro trimestre. A gestante tem receio de fazer esforço por um suposto risco de aborto. Vamos descobrir se realmente é perigoso a prática de exercícios nesse período.

Uma revisão sistemática publicada em 2016 e realizada por pesquisadores na área analisou os dados de cerca de 100 mil mulheres e trouxe informações interessantes sobre o risco de aborto espontâneo.

Em dois estudos chineses, com um total de mais de 2.000 mulheres, foi verificado que exercitar-se mais que duas vezes por semana reduzia o risco de aborto em comparação com quem não se exercitava.

Outros dois estudos não encontraram associação entre realizar atividades físicas, mesmo as intensas, e o risco de aborto espontâneo. No entanto, pesquisadores dinamarqueses verificaram aumento do risco de aborto quando houve uma elevação na quantidade de exercício.

A associação foi vista em atividades de alto impacto, como correr, esportes com bola e com raquete, mas não com atividades como pedalar e nadar.

Outro dado interessante foi que estudos retrospectivos superestimaram o risco, já que ao entrevistar mulheres após o evento, era mais comum elas reportarem que faziam atividade física.

Por outro lado, quando se acompanhava as mulheres com avaliações objetivas de atividade física, o risco não existia. Isso provavelmente ocorreu porque, após sofrer um aborto, as mulheres buscavam justificativas baseadas em suas crenças e percepções.

A conclusão dos autores é que fazer atividade física durante o primeiro trimestre de gestação não aumenta o risco de perder o bebê. Portanto, se a gestante for fisicamente ativa, não há necessidade em interromper. Caso não seja praticante de atividade física, é importante consultar o médico para avaliar.

Fonte: Metrópoles

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