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Receber um diagnóstico de mioma uterino gera preocupações com a fertilidade para muitas mulheres. Porém, o problema nem sempre causa dificuldades para engravidar ou provoca quaisquer outros sintomas na mulher. Especialistas afirmam que tudo depende da localização do mioma no útero.

A ginecologista obstetra Luciana Monteiro conceitua o mioma como tumores que são benignos do útero da camada muscular uterina, que é o miométrio. “Os sintomas dependem muito da localização e tamanho dos tumores, porém os principais sintomas são: sintomas variados que vão de  quadros assintomáticos até o aumento de volume do abdômen, devido a presença dos miomas uterinos que podem ter tamanhos variados desde milimétricos até grandes. A mulher pode apresentar modificação no ciclo menstrual com menstruação mais abundante e/ou aumento no número de dias de sangramento, pode ainda ter mais de um fluxo menstrual ao mês . Ou seja, desde pequenos sangramentos até grandes hemorragias. Isto pode levar a apresentar anemias pela perda de sangue”, revelou a médica.

A localização do mioma uterino pode causar problemas para engravidar, segundo a especialista. “Os miomas chamados submucosos que estão localizados na camada mais interna do útero, que é o endométrio, podem causar mais dificuldades para engravidar. Ressalto que só a presença  do mioma pode não gerar dificuldade alguma para obter a gravidez “, esclareceu.

Atingindo em até 12% das gestantes, a depender do tamanho, localização e quantidade, o mioma pode atrapalhar a gestação. “Na grande maioria dos casos, a gravidez evolui normalmente sem problemas. Pelas modificações hormonais da gestação eles tendem a aumentarem de volume e aumentar risco de aborto, dores e cólicas na gestação , sangramentos , restrição de crescimento fetal e parto prematuro”, disse a obstetra.

A retirada do tumor pode causar infertilidade. “E

A retirada do tumor , que é a chamada miomectomia , principalmente se por via histeroscopica , via de regra não prejudica os resultados reprodutivos. Em alguns casos mais complexos e com menor frequência , pode haver complicação do procedimento cirúrgico , levando a formação de aderências entre as paredes do útero (sinéquias), e com isso a dificuldade para engravidar. A cirurgia em mulheres com o desejo de engravidar, melhora as taxas clinicas de gestação que podem ser tanto espontânea, quanto por meio de técnicas de reprodução assistida”, declarou.

A Dra. Luciana afirma que o tratamento deve considerar os desejos reprodutivos da mulher. “Se ela deseja ter filhos o ideal é se adotar uma conduta mais conservadora, sem intervenções medicamentosas ou cirúrgica, uso de medicamentos pra diminuir o volume tumoral, que tem indicações específicas e cirurgias”, concluiu.

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