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Segundo um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial está gradualmente mais exposta à água contaminada por antibióticos. Os microrganismos resistentes a medicamentos presentes na água podem causar uma outra pandemia, de acordo com a Organização.

O documento mostra que quanto mais os microrganismos ficam expostos aos produtos farmacêuticos, maior é a capacidade de adaptação e resistência a eles.

Em 2019, as infecções que demonstraram resistência a antibióticos foram associadas a morte de mais de 1 milhão de pessoas. O levantamento aponta que sem uma intervenção para esse problema, essas infecções poderão causar até 10 milhões de mortes por ano até 2050.

Além disso, a ONU afirma que iria acontecer um colapso na área da saúde com a diminuição de U$ 3,5 trilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e, também, 24 milhões de pessoas seriam colocadas na linha de pobreza mundial a cada ano que a doença continuasse. Segundo a pesquisa, estes medicamentos são regularmente jogados no lixo das residências e dos hospitais, afetando a biodiversidade e ecossistema.  

De acordo com Eduardo Cyrino, pesquisador de eco toxicologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados), que estuda os impactos tóxicos dos poluentes naturais e sintéticos no biossistema, a falta de saneamento básico vira o ponto inicial para aparecimento e proliferação de novas doença. “Os antibióticos e medicamentos não passam por avaliação de impacto ambiental como os agrotóxicos. O que sabemos dos antibióticos é que eles têm efeito sobre um ser vivo, a função deles é matar organismos vivos. Do ponto de vista de contaminação aquática, o esgoto é sempre o principal problema. Enquanto não tivermos uma política de saneamento realizada em todas as cidades, você sempre vai ter ambiente aquático contaminado. Saneamento é básico, tem que ter em todas as cidades. Falamos de esgoto porque ele é contínuo, uma fonte de poluição pontual contínua, e temos que olhar para isso”, diz Cyrino. 

Por outro lado, o especialista Paulo Barrocas, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esclarece que as diferentes bactérias em um local podem trocar características entre si, fortalecendo a resistência aos produtos farmacêuticos. “Como as bactérias são geneticamente muito plásticas, elas facilmente se adaptam ao ambiente, existe uma troca genética horizontal muito grande, então você pode ter uma bactéria resistente no meio e elas transferirem esses genes de resistência para outras bactérias que originalmente não eram resistentes a antibióticos”, concluiu.  

Com informações da CNN Brasil. 

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