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Anderson Furtado, representante comercial de 34 anos, se tornou pai aos 22. Desde muito cedo aprendeu a lidar com responsabilidades para criar sozinho a filha Melissa, que hoje tem 12 anos. Por conta de sua experiência, ele considera que ser pai na atualidade precisa exercer a função central assim como a mãe, juntos ou separados.

Anderson precisou entender rápido a importância da sua função como pai, desde quando a mãe de sua filha precisou morar fora do Brasil. Para ele, os papeis são muito importantes para o desenvolvimento da personalidade, educação, atribuição de valores para a criança e formação de um adulto responsável. “A mãe da Melissa mora em outro país já há alguns anos, isso fez com que Melissa morasse comigo em tempo integral. Exercer esse papel é muito bom, queria que outros pais que são separados tivessem a chance de ter essa experiência e parar com essa regra engessada de dividir a criança por números de dias. Os pais e mães só vão conhecer realmente seus filhos quando começarem a conviver o máximo de tempo possível com eles”, afirmou.

Um dos maiores desafios na rotina como pai é mostrar como as relações interpessoais são mais importantes, para além do celular e o computador. “É até difícil falar de rotina devido ao último ano que tivemos, mas estamos sempre fazendo coisas que agradam os dois, por termos gostos parecidos. Sempre puxo minha filha para jogar um tabuleiro daqueles das antigas que eu adoro e ela me chamando para assistir os desenhos mais atuais. A dificuldade que sinto e posso falar aqui por 90% dos pais atuais é conseguir tirar as crianças da frente do celular e computador, fazer com que elas tenham tempo para outras coisas e outras relações”, explicou.

Desempenhando um papel essencial para o desenvolvimento de uma pessoa, a participação da figura paterna no contexto familiar exige responsabilidades, assim como as que Anderson lida todos os dias. Especialistas ressaltam a importância desse papel e destacam a necessidade dos cuidados com a saúde mental.

De acordo com a psicóloga e especialista em saúde mental Carla Guerra, em geral, a o psicológico dos pais pode afetar a relação com os filhos. “Primeiro é preciso compreender qual o estado de alguma desorganização mental, para poder ter uma possibilidade de compreender ‘como’ afeta. Mas de maneira geral, o estresse e a ansiedade são os maiores problemas que dificultam um bom relacionamento de pais e filhos, sendo assim, se sabe que as crianças reproduzem muito do que veem e ouvem. Esse pode ser um início de que alguns sintomas de agressividade e estresse das crianças e adolescentes levados ao consultório de psicologia, podem ser proveniente de repetição (dos pais), por exemplo”, destacou a especialista.

A presença dos pais são muito significativas na vida das crianças, cada um com suas peculiaridades, segundo a psicóloga. “No caso do pai, podemos citar a relação de espelhamento e referência, ou seja, compreender que existe outra pessoa, além da mãe, responsável pelo cuidado e deveres com seu bem-estar, sendo importante para o crescimento e amadurecimento emocional da criança”, ressaltou Carla.

Para esse Dia dos Pais, Anderson considera a data especial para aproveitar bastante a companhia de sua filha e deixa um recado: “Queria primeiramente desejar um feliz Dia dos Pais, aproveitem bastante seus filhos. Cuidem e sejam o mais próximo possível, saiba o que andam assistindo, conheça seus amigos, a matéria que estão estudando no colégio e aproveitem sempre essa experiência incrível que é ser pai”, finalizou.

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