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Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelou que o número de cirurgias no SUS para retirada da próstata por conta do câncer registrou uma queda de 21,5% em 2020. O número de homens que buscaram um urologista no ano passado foi 33% menor na comparação com 2019. Os exames também foram impactados. O PSA (antígeno prostático específico) teve redução de 27% e o de biópsia da próstata, 21%.

Para o urologista Rodrigo Luiz Quarteiro, membro da SBU e especialista em urologia oncológica pelo Hospital do Câncer de Barretos, as consequências do impacto da pandemia na forma como os homens lidam com a saúde são “terríveis” e serão sentidas a longo prazo. “Quanto mais tardio o diagnóstico, mais difícil a cura, porque, se fosse algo que só a cirurgia resolvesse, com a demora o paciente vai precisar passar por uma radioterapia ou uma quimioterapia”, ressalta.

Além disso, o distanciamento social, uma das maneiras mais efetivas de evitar o contágio pelo Sars-CoV-2, também afastou os homens das consultas de rotina. “O paciente não foi ao consultório e deixou de ser diagnosticado por medo de pegar covid-19. Não foi ao laboratório para fazer o teste de sangue da próstata por medo, então deixou de procurar atendimento e quebrou a rotina de cuidado”, destaca o especialista.

A recomendação do médico é de que a família incentive a retomada dos exames preventivos e, caso necessário, acompanhe o paciente. “Em sua maioria, meus pacientes são levados pela mulher ao consultório para fazer exame de próstata, porque não vão por conta própria, só quando a situação já está ruim”, ressalta o médico.

Fonte: R7

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