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A doação de medula óssea é um ato que pode salvar a vida de pessoas que aguardam por esse tipo de transplante. O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) aponta que, 5.357.721 milhões de brasileiros fazem parte do cadastro para doação de medula óssea. No mundo todo, há aproximadamente 33 milhões de pessoas cadastradas de forma voluntária.  

De acordo com o Ministério da Saúde, para ser um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e não apresentar doenças hematológicas e infecciosas.  

O hematologista João Saraiva explica como o transplante pode ser feito. “Muitas vezes, a célula de um doador não aparentado é única possibilidade da criança e do adulto de ter uma esperança de cura da sua doença. O transplante de medula óssea tem algumas categorias: transplante de medula autólogo, quando o doador é a própria pessoa. O transplante alogênico, feito de uma pessoa para outra, em que é avaliado a compatibilidade da família, e quando não há compatibilidade entre os parentes, vamos atrás dos doares não aparentados que estão no Redome. Nós temos outras modalidades de transplantes como haploidêntico, onde só a metade é compatível e o transplante de sangue de cordão umbilical”, enfatiza.  

O grau de compatibilidade é fundamental para reduzir riscos ao receptor, destaca o médico. “É necessário que haja um grau de compatibilidade entre o doador e o receptor para que a pessoa que receba não tenha tantos efeitos colaterais. Quanto maior a incompatibilidade entre doador e receptor, maior o risco de o paciente receptor ter complicações graves. É importante fazer uma avaliação completa de forma prévia para que reduz os riscos dessa complicação”, ressalta.  

Por outro lado, o doador compatível deve passar por série de avaliações para que também tenha riscos mínimos e o processo de doação não seja interrompido. “A pessoa que recebe medula óssea tem alguma indicação, uma doença grave como a leucemia. A pessoa tem que estar em boas condições de saúde, já que a terapia é bem tóxica. São usadas medicações com efeitos colaterais graves, e precisa ter um doador compatível. O doador passa por uma série de avaliações físicas e psicológicas, já que essa pessoa, a princípio, é saudável. Os riscos ao doador devem ser reduzidos ao mínimo para que não haja intercorrência no processo”, afirma o especialista.  

Por fim, o médico conta como é feito o processo para quem deseja ser um doador de medula óssea. “Quem deseja ser doador de medula óssea deve comparecer ao Hemopa (Hemocentro do Estado). Lá, é feito a coleta de uma amostra de sangue e essa pessoa vai ser incluída no Redome (Registro Nacional de Doares de Medula Óssea). Se nesse banco de dados existir um receptor que precise e seja compatível com esse doador, ele vai ser convocado para saber se ainda deseja ser doador. Após o aceite, o procedimento será aberto. É importante deixar claro que para esse cadastro inicial da amostra de sangue, não é necessário nenhum tipo de procedimento especial, é apenas coletada uma amostra e se for candidata a doação, será convocada. Apenas o cadastro não o torna doador no futuro”, finaliza.  

As pessoas que possuem cadastro no Redome devem atualizá-lo sempre que houver alterações. A atualização pode ser feita pelo site: http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/

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