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Os transtornos mentais são capazes de trazer grandes prejuízos à saúde e podem afetar seriamente a vida de uma pessoa. Um não tão falado e não muito conhecido popularmente, mas não menos importante é o Borderline que, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), se caracteriza principalmente por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade, além do grande medo de abandono. 

O transtorno representa em torno de 20% dos casos ambulatoriais de psiquiatria, afetando homens e mulheres, porém, o público feminino tende a procurar mais pelas formas de tratamento do que o público masculino. Se estima que aproximadamente 1,7 a 3% da população geral tenha borderline. Os sintomas mais comuns podem ser: raiva e medo do abandono, alterações do humor e atitudes impulsivas.  

A psicóloga Roberta Rios explica que o borderline pode ser percebido ainda na adolescência, a partir da identificação do sintomas, além de pontuar que o transtorno é predominantemente maior em mulheres e que pode acontecer em decorrência de alguns fatores. “Muitas vezes, ele aparece no início da adolescência quando os sintomas se exacerbam e o diagnóstico geralmente é feito. No entanto, existe uma predominância maior da síndrome de borderline em mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Psicologia, 90% dos casos são em mulheres, e aí a gente pensa em um contexto cultural e social. A sobrecarga, talvez a cobrança sobre a mulher e o fato dela exercer multitarefas podem ser fatores que desencadeiam o borderline”, afirma.

O borderline pode ser confundido com outros transtornos como a depressão, por isso, é importante que o diagnóstico seja feito por um especialista. O tratamento pode ser realizado por meio de medicações e psicoterapia, mas depende de cada caso.  

A especialista pontua sobre a importância da psicoterapia para o tratamento de pessoas com o transtorno, pois, por meio dela, é possível encontrar formas para lidar com o borderline e, consequentemente melhorar a qualidade de vida. “A psicoterapia é um agente transformador, não no sentido de mágica, mas no sentido de junto com o paciente encontrar ferramentas e estratégias para ele lidar com a impulsividade, hipersensibilidade ou com a sua mudança instantânea de humor. Então, a psicoterapia serve e ajuda nessa caminhada do paciente que tem borderline, no sentido dele se conhecer. O autoconhecimento para todo mundo é super importante, mas para o paciente borderline é fundamental para que ele consiga entender o que acontece com ele e tomar decisões mais saudáveis e mais adequadas na sua vida”, ressalta.

Fontes: Associação Brasileira de Psiquiatria, Instituto de Psiquiatria Paulista  

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