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Quanto mais em forma uma pessoa estiver, a probabilidade dela desenvolver o Alzheimer é 33% menor para essa demência neurodegenerativa, segundo um estudo que será apresentado à Academia Americana de Neurologia na reunião anual, que vai acontecer em abril.

Pesquisadores do Centro Médico para Veteranos de Washington e da Universidade George Washington realizaram teste e acompanham 649.605 veteranos, com idade média de 61 anos, por quase dez anos. De acordo com a aptidão cardiorrespiratória dos participantes, eles foram divididos em cinco categorias, sendo do menor ao maior nível de condicionamento físico.

Os participantes fizeram um teste em uma esteira ergométrica para mensurar o quão bem o corpo transporta oxigênio para os músculos e quão bem os músculos absorvem o oxigênio durante o exercício. E essa maneira permitiu fazer a divisão.

O neurologista Antônio de Matos explica que “A importância desse estudo é que frente as doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, os hábitos de vida têm um impacto muito forte, ou seja, praticar hábitos saudáveis, ter uma alimentação regular e praticar atividade física, nos protegem e nos dão uma erva cognitiva para caso a gente passe por alguma doença cognitiva degenerativa como o Alzheimer”, afirma.

Segundo os pesquisadores, à medida que o condicionamento físico vai melhorando, as chances da pessoa desenvolver a doença reduz. Fazendo comparativo com o grupo de menos saudáveis, aqueles ligeiramente considerados mais aptos tiveram um risco 13% menor de Alzheimer; o grupo do meio teve 20% menos chance de desenvolver a demência; o quarto grupo foi 26% menos suscetível; com as chances atingindo um risco 33% menor para aqueles que estão em mais forma.

O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, definido como um distúrbio cerebral progressivo que, com o tempo, passa a destruir a memória e as habilidades de pensamento, atingindo a capacidade da realização de tarefas do dia a dia. Aproximadamente de 6 milhões de americanos com 65 anos ou mais têm Alzheimer. Até o momento, não há cura para essa doença.

De acordo com Antônio de Matos a doença de Alzheimer pode ocorrer de forma precoce em alguns casos, mas os impactos da doença podem ser reduzidos com a prática da atividade física. “O Alzheimer, apesar de ser uma doença relacionada ao idoso, ele pode ser visto principalmente casos com tendência familiar em início mais precoce, por volta dos cinquenta, sessenta anos. Porém, o quadro a idade mais comum é de ocorrer a doença de Alzheimer é a partir dos sessenta, setenta anos. E não quer dizer que o paciente tenha diagnóstico de Alzheimer, que ele vai ter um quadro de demência. A demência ela é classificada, é diagnosticada quando o paciente tem um impacto sua qualidade de vida. Logo, quanto mais nós praticarmos atividade física, mais nós conseguimos conter o avanço do Alzheimer e impedir dessa forma que se transforme num quadro demencial”, enfatiza.

Os pesquisadores explicam que aumentar a atividade física é uma forma promissora de possivelmente reduzir o risco de desenvolver a doença. Estudos indicam que a atividade física regular pode beneficiar o cérebro, e a Associação de Alzheimer considera essa como uma das melhores coisas que as pessoas podem fazer para reduzir suas chances de ter a demência.

“A ideia de que você pode reduzir o risco de doença de Alzheimer simplesmente aumentando seu nível de condicionamento físico é muito promissora, especialmente porque não há tratamentos adequados para prevenir ou interromper a progressão da doença”, disse, em nota, Edward Zamrini, principal autor do estudo.

O co-autor do estudo e chefe de equipe do Centro Médico para Veteranos de Washington Charles Faselis destaca que essas descobertas vão ajudar os médicos a “prescrever programas de exercícios seguros para diminuir o risco de doença de Alzheimer e demências relacionadas”.

Segundo o especialista, estudos mostram que o paciente com doença de Alzheimer, é mais lenta em pacientes que fazem atividade física, e a prática pode ser comparada com o efeito de medicações. “A atividade física, além de nos proteger contra o Alzheimer, caso sejamos diagnosticadas com essa doença, nos permite deixar um pouco mais distante dos quadros que devem ansiar, dos quadros de esquecimento mais incapacitante”, ressalta.

“Para ajudar os veteranos a se prevenirem contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer, a equipe de pesquisa está usando tecnologia de inteligência artificial para transformar as descobertas em uma fórmula que pode ser individualizada, para mostrar os benefícios que pequenos aumentos na atividade física podem oferecer”, apontou Qing Zeng, co-diretor do Centro de Ciência de Dados e Pesquisa de Resultados do Centro Médico para Veteranos de Washington.

Fonte: Estadão

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