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O desenvolvimento da linguagem de uma pessoa começa desde muito cedo. O reconhecimento de vozes e sons pode ser desde o período da gestação de um bebe. Por volta de quase um ano, é possível que a criança compreenda palavras e o ciclo de progresso da fala se inicia. Mas quando o atraso na fala acontece, o que fazer? A demora pode estar associada a diversos fatores, segundo profissionais, até mesmo a fatores genéticos.

Segundo a fonoaudióloga Alexandra Negrão, as dificuldades com a fala são associadas com a demora em adquirir alguns sons ou problemas na inteligibilidade da fala. “Geralmente associamos essas dificuldades com a demora em adquirir alguns sons ou, quando falam na idade certa, em problemas na inteligibilidade da fala, ou seja, em falar e ser bem compreendida pelas pessoas. Apesar dos problemas de fala serem um alerta desde cedo, é na idade entre 3 e 4 anos que tais problemas são mais percebidos pela família. Muitas vezes os atrasos de fala já indicam problemas no desenvolvimento infantil, mas infelizmente ainda são ignorados por muitos profissionais da área da saúde, que “acham” normal a criança não falar ou trocar os fonemas até os cinco anos. Não é”, alertou.

A ajuda profissional deve ser requisitada quando a criança estiver atrasada em relação aos colegas. “Por mais que seja aceitável a ideia de que cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento, não é aceitável uma criança não cumprir com os marcadores de desenvolvimento que são esperados para cada faixa etária. Por isso torna-se muito importante a procura do fonoaudiólogo para uma correta avaliação e análise de cada caso, afirma Alexandra.

O tratamento pode variar de acordo com os fatores apresentados pelo paciente, de acordo com a fonoaudióloga. “Sabe-se que quanto mais cedo a criança for inserida em uma intervenção especializada adequada e quanto menos grave for a sua dificuldade de fala, melhor e mais rápido será a sua recuperação. O contrário também é verdadeiro e por isso não podemos perder tempo e esperar que a criança fale no tempo dela. Mas sabemos que fatores genéticos, comportamentais e ambientais são importantes para esclarecer a real dificuldade de uma criança. Muitos fatores podem ser determinantes para o correto diagnóstico e planejamento do tratamento, mas não podemos esquecer que o sucesso da terapia depende de um olhar humanizado de uma equipe multiprofissional, preparada para conduzir cada caso com base em evidências científicas”, concluiu.

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