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Que a água faz bem à saúde todos já sabem, mas a qualidade da água que consumimos no Brasil nem sempre é segura para trazer benefícios reais ao organismo, além da hidratação. É a água que forma a parte líquida do sangue (81%), o plasma, substância na qual se misturam 3 tipos de células produzidas na medula óssea: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Além disso, facilita as reações químicas e respiração celular, ajuda os rins a filtrar as substâncias impuras do sangue que são eliminadas na urina. Também é responsável pela manutenção do equilíbrio térmico do corpo.

O cálculo de ingestão de água para uma hidratação ideal é de 35ml para cada quilo de peso corporal, ou seja, uma pessoa de 80kg por exemplo, deveria ingerir 2,8L de água, ou 14 copos ao dia. A explicação está na quantidade de água eliminada diariamente pelo organismo. Essa mesma pessoa de 80 quilos, em que a água corporal total corresponde a 60% do peso corpóreo (48 litros), irá eliminar cerca de 2.300ml de água por dia. Veja a distribuição:

700ml pelo trato respiratório

100ml pelo suor (porém em temperatura quente até 1.400ml e em atividade intensa até 5.000ml)

100ml através das fezes

1.400ml através da urina

Para ser considerada água potável, deve ter aspecto limpo e transparente e não apresentar na composição, substâncias que comprometam os aspectos químicos, físicos e biológicos. Coliformes fecais totais, micro-organismos presentes naturalmente na água, solo e vegetação, não são um risco imediato à saúde, mas já são um indício de que a água não está potável. O cloro adicionado durante o tratamento feito nas estações, em quantidades seguras, garantem essa potabilidade pois oxidam a matéria orgânica encontrada na água.

Já o potencial hidrogênico (pH) da água, que mede a concentração de íons H+ em uma solução, indica se ela está ácida (pH baixo), neutra (pH = 7,0) ou alcalina (ph alto). A água alcalina melhora o fluxo sanguíneo, o desempenho muscular, a melhora do sistema imunológico, combate a hiperacidez do organismo e reduz toxinas ácidas que são associadas a doenças degenerativas e cânceres. O pH ideal para o sangue humano é 7,4, pois favorece o armazenamento de minerais pela medula óssea, ao contrário da hiperacidez que provoca doenças.

Segundo estudos científicos da UNESCO, 80% das doenças em países em desenvolvimento têm relação com a qualidade da água. No Brasil, mais de 50% do esgoto é lançado diretamente nos rios, sem qualquer tratamento, revela diagnóstico do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). No Norte a situação é a pior, com apenas 10,5% de todo o esgoto coletado. Uma em cada quatro cidades do Brasil apresentam agrotóxicos na composição, entre outros produtos potencialmente cancerígenos.

O tratamento do lixo também é uma questão a ser considerada, uma vez que a contaminação por medicamentos e agrotóxicos, além de materiais radioativos que nem sempre são descartados apropriadamente. Crises hídricas têm sido muito comuns, e o Brasil possui 12% das reservas de água doce de todo o planeta, no entanto 35% dos brasileiros não têm acesso sequer ao saneamento básico. 

Um estudo da ONG SOS Mata Atlântica, feito entre março de 2018 e fevereiro de 2019 aponta que 17% da água no país não servem para consumo nem mesmo após tratamento. O Plano Nacional de Saneamento Básico do Governo Federal prevê a universalização da coleta e tratamento de esgoto até 2033, precisaria de R$508 bilhões para que a meta seja alcançada.

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). O fortalecimento dos instrumentos legais que fiscalizam a biodiversidade e o uso de recursos hídricos, restauração florestal e conservação dos mananciais e vegetação ribeirinha e a formação de um bando de dados da qualidade de água no Brasil seriam os caminhos para um controle maior.

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