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Cerca de 4,7% da população sofre de alguma forma de transtorno alimentar no Brasil. Entre os adolescentes, a taxa chega a 10%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

No Dia Mundial de Ação Contra os Transtornos Alimentares, celebrado na última quinta-feira (2), a Sociedade Brasileira de Diabetes faz o alerta, uma vez que adolescentes do sexo feminino com diabetes possuem de 2 a 3 vezes mais chance de desenvolver transtorno alimentar do que para as que não são portadoras.

Os dados mostram ainda que o mais frequente é a diabulimia: omissão (ocasional ou sistemática) da dose de insulina com o objetivo de perder peso.

Segundo a entidade, a associação entre as duas condições pode ser detectada pelos seguintes sinais: hemoglobina glicada, hipoglicemias que necessitem de cuidado imediato, preocupação constante com peso e imagem corporal, necessidade de mudança constante no plano alimentar, humor deprimido, falta de monitoramento das glicemias capilares e da aplicação da insulina.

A SBD ainda cita o artigo publicado no periódico especializado International Journal of Eating Disorders, que mostra que a pandemia também influenciou no desenvolvimento do transtorno alimentar. a pesquisa mostra que as internações por transtorno alimentar cresceram 48% no mundo. 

Os pesquisadores afirmam que também foi detectado um aumento nos sintomas da doença, como ansiedade, depressão e alterações no IMC (Índice de Massa Corporal).

“Tanto os familiares como os profissionais de saúde que participam do tratamento, sobretudo de adolescentes e jovens com diabetes, devem ser capacitados para suspeitarem e diagnosticarem de forma precoce a presença de um transtorno alimentar”, explica Claudia Pieper, coordenadora do Departamento de Psiquiatria, Psicologia e Transtornos Alimentares da SBD.

Com informações da assessoria da SBD

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