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As doenças cardiovasculares são líderes de mortalidade no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), aproximadamente 14 milhões de brasileiros têm alguma doença no coração e cerca de 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades, o que corresponde a 30% de todas as mortes no país. São cerca de mil óbitos por dia, números que podem agravar em função da pandemia da Covid-19. No Dia Nacional Cardiologista, médicos recomendam o acompanhamento contínuo para o tratamento de hipertensão.  

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), também conhecida como pressão alta, é considerada uma doença silenciosa, mas que requer uma grande atenção, como explica o médico cardiologista Samyr Costa. “É uma condição sem sintomas, na gigantesca maioria dos casos; ‘silenciosa’. Trata-se de uma doença muito frequente na população brasileira e paraense também. No Brasil, a estimativa gira entre 20 – 32% da população, sendo cada vez mais frequente com o passar da idade. Mais da metade das pessoas maiores de 60 anos de idade são hipertensos (incluindo os que não sabem disso, por qualquer motivo), e mais de 70% das pessoas maiores de 70 anos”, afirma. 

O cuidado e a atenção básica a saúde são fundamentais para descobrir doenças que nem sempre apresentam algum sintoma. O cardiologista reforça a importância da periodicidade do acompanhamento com o especialista. “É importante as pessoas possam consultar-se pelo menos uma vez, na vida, no consultório de cardiologia, mesmo crianças, jovens ou adolescentes, porque temos diversas doenças sem sintomas, cada vez mais frequentes na nossa população, com um impacto cada vez pior sobre a saúde. Essa frequência deve ser ajustada para cada faixa etária e conforme as situações de saúde que forem identificadas e, assim, adequadamente tratadas”, explica.  

O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica adequada no consultório ou fora dele, com aparelhos validados para isso e com as condições e técnicas adequadas. 

A hipertensão é um dos fatores mais importantes de causa de doenças cardiovasculares, como conta o cardiologista. “Estamos falando de diversas doenças, tais como infarto do coração, insuficiência cardíaca crônica e aguda (uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo, mata mais do que a maior parte dos tumores cancerígenos), insuficiência renal, aneurismas cerebrais e de grandes vasos, AVC (hemorrágicos e isquêmicos) – para se ter uma ideia, mais da metade dos pacientes que tiveram AVC são hipertensos”, ressalta. 

Para o cardiologista Samyr, o cuidado para pessoas que tem ou não hipertensão arterial sistêmica está no tratamento regular e vai muito além de tomar remédios. “Resumiria em um termo: aderir ao tratamento. Isso quer dizer ter um acompanhamento médico regular, usar as medicações adequadas e como passadas ao paciente (se for o caso) e muito mais do tomar remédios, é um ajuste no seu próprio estilo de vida, mesmo que você não seja hipertenso”, avalia. 

A publicitária Sandra Fonseca, 57 anos, que é hipertensa, usa medicamento contínuo e vai ao cardiologista regularmente. Com a pandemia, a frequência das consultas diminuiu, mas o cuidado continua. “Ainda sim, continuo me cuidando, tomando as medicações prescritas, faço atividade física regularmente e mantenho minha saúde dessa forma. Tento manter uma alimentação equilibrada no meu cotidiano”, afirma. 

Sandra Fonseca realizando atividade física. Foto: arquivo pessoal.

O especialista ainda fala sobre a necessidade de manter hábitos saudáveis para garantir qualidade de vida. “Parar de fumar, manter uma dieta saudável, consumir vegetais variados regularmente), redução do consumo de sódio, retirar produtos processados e industrializados na dieta, permanecer no peso corporal mais saudável, redução do consumo de álcool, praticar exercícios físicos regularmente, adequação às situações de estresse, dedicação às práticas espirituais também é um fator benéfico (espiritual para além da religiosidade) e, é claro, consultas no ambulatório da cardiologia clínica regularmente, conforme orientação médica que acompanha cada pessoa”, conclui.  

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