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A mulher apresenta necessidades diferentes com relação a sua saúde ao longo da vida. A importância de manter os exames preventivos periodicamente e a manutenção de hábitos saudáveis são cruciais para prevenir diversos tipos de doenças e, também, para envelhecer com qualidade e bem-estar.

Priorizando a saúde da mulher, principalmente no Pará, o projeto “Saúde das Manas” surge como uma facilidade de atendimento de mulheres, oferecendo acesso à saúde da mulher na Ilha do Marajó. Os municípios atendidos pelo projeto abrange Afuá, Anajás, Bagre, Melgaço, Salvaterra e Santa Cruz do Arari.

Dentre os principais desafios enfrentados por mulheres dessas localidades, a distância da capital do estado se mostra evidente. O arquipélago do Marajó fica a mais de 24h de distância de Belém. Além disso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Melgaço, por exemplo, tem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, 0,418, tem cerca de 55% da população com uma renda per capita de até meio salário mínimo.

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará Charles Tocantins, explicou como funciona o projeto. “O projeto ‘Saúde das Manas’ é um projeto desenvolvido em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (COSEMS) e o Fundo das Nações Unidas. O projeto nasceu da necessidade de dar cobertura para os municípios de Marajoaras sobretudo aqueles municípios que possui dificuldade com os profissionais médicos. Nesse sentido montamos teleconsultórios para fazer teleconsulta e fazer também a intermediação da discussão entre médicos especialistas e médicos da atenção básica. Nós estamos focados neste momento com as Nações Unidas a oferecer aos municípios profissionais de ginecologia e obstetrícia”, afirmou.

A expectativa é garantir pré-natal de qualidade e levar informação para a população, segundo o presidente. “Atualmente nós contamos com os consultórios instalado em mais da metade dos municípios. A meta é atingir até o final do ano 200 consultas mensais em um primeiro momento. Ano que vem pretendemos que todos os municípios do arquipélago e aí a gente vai ter um limite muito maior que esse que é o número inicial para que a gente possa atingir todas as mulheres do Marajó das sedes municipais, pelo menos tem acesso a consulta especializada através da plataforma do telemedicina”, revelou Charles.

A agente de saúde Regina Lúcia Brandão, de 50 anos, moradora de Afuá, foi diagnosticada com um tumor benigno no útero por um clínico geral, mas antes da telemedicina não tinha conseguido dar seguimento ao tratamento com uma médica especialista. Desde o primeiro semestre deste ano vem se tratando com a ginecologista da telemedicina. “Eu já tive consultas com a ginecologista somente em Macapá, mas é mais difícil o acesso.  A telemedicina veio para ajudar muita gente. Eu vejo não só para ginecologista, mas para outras áreas como cardiologista”, falou.

Perspectivas do “Saúde das Manas”

A expectativa é que 80 mil mulheres, em idade reprodutiva e residentes nos sete municípios da região de intervenção do projeto, possam ser beneficiadas.  A estratégia do projeto para o alcance dessas mulheres prevê o fortalecimento do sistema de saúde da região, com a instalação de salas de telemedicina, apoio tecnológico para coordenadores da Atenção Básica, reforço no plano de mobilidade dos e das Agentes Comunitários de Saúde. Você confere mais informações sobre o projeto acessando o link.

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