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A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência que provoca polêmica. Ela pode ser usada após uma relação sexual em que o método contraceptivo falhou, ou quando não foi utilizado nenhum método. Ela pode ser composta por levonorgestrel ou por acetato de ulipristal, que funcionam atrasando ou inibindo a ovulação.

As pílulas de levonorgestrel podem ser usadas até 3 dias após o contato íntimo e as pílulas contendo acetato de ulipristal podem ser usadas até 5 dias após as relações sexuais desprotegidas. Podem ser compradas em farmácias e o preço pode variar entre R$7 e R$40 reais e não é necessário apresentar receita.

A pílula do dia seguinte atua inibindo ou adiando a ovulação, dificultando a entrada do espermatozoide no útero e possivelmente na maturação do oócito. Além disso, pode alterar os níveis hormonais após a ovulação.

Porém, é preciso esclarecer que após a concepção ela não funciona, ou seja, não tem efeito abortivo. Além disso, não é 100% eficaz se for tomada após 72 horas da relação sexual. Mas quando ela é tomada no mesmo dia, é pouco provável que a mulher engravide. Os casos em que a pílula do dia seguinte é geralmente utilizada:

  • Relação sexual sem preservativo ou rompimento do preservativo.
  • Esquecimento da pílula contraceptiva regular, especialmente se o esquecimento ocorreu mais do que 1 vez na mesma cartela.
  • Expulsão do DIU;
  • Deslocamento ou retirada do diafragma vaginal antes de tempo;
  • Casos de violência sexual.

Para que a gravidez possa ser evitada, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, após o contato íntimo desprotegido ou falha do método contraceptivo usado regularmente. 

Após o seu uso, a mulher pode sentir dor de cabeça, enjoos e cansaço e após alguns dias também pode notar sintomas como:

  • Dor nas mamas;
  • Diarreia;
  • Pequeno sangramento vaginal;
  • Antecipação ou atraso da menstruação.

Estes sintomas estão relacionados aos efeitos colaterais do medicamento e é normal que a menstruação fique desregulada por algum tempo. O ideal é observar estas alterações e se possível anotar na agenda ou no celular as características da menstruação, para poder mostrar ao ginecologista numa consulta.

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