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A América é considerada um país de obesos, mas em Nova York tende a ser diferente, isso porque com apenas pouco tempo no cargo de prefeito, Eric Adams anunciou que todas as 1.700 escolas públicas da cidade vão adotar Vegan Fridays, as chamadas sextas veganas em suas cafeterias. Além disso, o prefeito também tem feito com que o sistema público de saúde estimule a adoção de cardápios como o plant-based, ou seja, alimentação baseada hortaliças, frutas, grãos integrais e legumes, e também hábitos de sono saudável para a redução de estresse e exercícios físicos, assim como criar conexões entre portadores de doenças crônicas a médicos e nutricionistas. Ao invés de remédios, a prescrição deve ser feita por meio de reeducação alimentar e caminhadas.

“Este é a maior expansão da ‘medicina de estilo de vida’ do país,” explica o prefeito de 61 anos. “Nova York vai mudar a conversa sobre o papel da comida para que ela deixe de alimentar a crise na saúde e passe a representar o fim do problema.”

O prefeito fala sobre esse assunto com propriedade, pois, há oito anos, ele perdeu a visão do olho esquerdo por causa de uma diabetes tipo II, frequentemente adquirida pelo excesso de comidas processadas, açúcares e “junk food”, termo usado para alimentos com alto teor calórico.

Muitos médicos disseram que a sua cegueira era incurável, pois “fazia parte de seu DNA.” Mas Adams decidiu entrar em uma dieta vegana, perdeu 11 quilos e recuperou a visão por completo. “Isso não é o meu DNA, é o meu jantar” diz ele, que come peixe de vez em quando.

Porém, Adams não é apenas um na multidão quando se trata desse assunto. Mark Bittman, referência nacional em gastronomia e ex-colunista do New York Times, relata em seu livro VB6 (Vegan Before 6) que tinha pré-diabetes e com colesterol extremamente alto, mas ignorou os medicamentos receitados pelo médico.

Em alguns meses, recuperou a saúde e perdeu 16 quilos ao adotar o veganismo todos os dias antes das seis da tarde, tornando o seu jantar flexível por ser uma refeição social.

No país do hambúrguer e da obesidade mórbida, o tema alimentação não é discutido nos debates entre presidenciáveis. Michelle Obama, foi quem levantou a bandeira para falar sobre esse tema durante seus oito anos como primeira-dama, frequentava restaurantes farm-to-table e plantou uma horta na Casa Branca.

O prefeito nova-iorquino destaca que doenças coronárias são a principal causa de morta nesta cidade de oito milhões de habitantes, onde um milhão sofrem de diabetes, e mais da metade dos adultos está acima do peso ou é obesa – problemas que atingem de forma desproporcional a comunidade negra.

Em 2019, o ex prefeito Bill de Blasio introduziu o Meatless Mondays (segunda sem carne) nas escolas públicas. Antes disso, Michael Bloomberg tentou diminuir o tamanho dos copos de refrigerantes servidos em lanchonetes e cinemas, mas tudo isso não teve sucesso. Já em 2003, Bloomberg eliminou o fumo em bares e restaurantes. Houve quem imaginasse que o número de clientes cairia nas casas noturnas, mas ao contrário, os bares aumentaram ainda mais a venda de refeições em seus ambientes.

Fonte: Brazil Journal

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