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Profissionais da enfermagem encaram desafios para salvar vidas na pandemia

Em 12 de maio no Brasil, comemora-se o dia de quem vive para cuidar do próximo, os profissionais da enfermagem. A data nunca esteve tão em evidência, por conta da pandemia da covid-19 e pela superação dos desafios de quem precisa estar na linha de frente para salvar vidas dentro dos hospitais. O Front Saúde conversou alguns com estes trabalhadores da área da saúde.

Atualmente 65% da força de trabalho do setor de saúde é da área de enfermagem. 23% dos profissionais do setor que morrem no mundo no combate à pandemia de covid-19 são brasileiros.

Recentemente, um grupo de senadores está defendendo a inclusão, na pauta do Plenário, de um projeto de lei que prevê um piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de parteiras da rede pública e privada, a proposta conhecida é a (PL 2.564/2020).

Enfermeira Alcione Gomes

Em combate à pandemia há mais de um ano, Cristiane Silva, 42, conta que, em 15 anos de carreira, nunca viveu uma realidade tão desafiadora como agora. Mãe de dois filhos, a profissional trabalha há mais de uma década em um hospital particular de Belém “Hoje a gente vê o quanto a Enfermagem é essencial no cuidado desses pacientes. Existe o medo de adoecer, mas, ao mesmo tempo, eu tenho aquele sentimento, a missão de estar aqui para ajudar, que não posso pular fora do barco”, disse.

Alcione Gomes, 35, trabalha 30 horas, e desconsa 24h. Ativa na UTI da Covid dentro de um hospital de campanha e diariamente precisa fortalecer o pisicológico. Não é fácil. O pior foi atender familiares, e cuidar até o fim de pessoas queridas, em dias corridos nos hospitais de campanha do Estado “Esse reconhecimento e valorização da nossa profissão também nos conforta. O amor pelas vidas é nossa maior motivação para não desistir. Perdemos colegas de trabalho, amigos, parentes, mas se nós parássemos iria ser bem pior”, conta.

Kelly Tavares também atua na UTI Covid do Hospital abelardo santos cuidando dos casos mais delicados da doença. Formada há apenas um ano foi convocada, ela relata que os dias de enfrentamento ao coronavírus têm sido difíceis, mas que a fé e a união entre os colegas são fundamentais.

“Nossos pacientes são mais graves, dependem totalmente de nós. Aqui, eles ficam sem contato com a família e nós mesmos nos tornamos a família deles. Nós enfrentamos a Covid como se estivéssemos numa guerra onde não é possível ver nosso inimigo. Este é um momento delicado e buscamos forças e conhecimento para vencermos juntos”, pontua.

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