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Um estudo realizado pela Associação Americana do Coração (AHA) apontou resultados preliminares revelando que usuários de cigarro eletrônico têm um risco 15% maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). 

“O público precisa saber que a segurança dos cigarros eletrônicos não foi comprovada como segura e não deve ser considerada uma alternativa ao tabagismo tradicional”, alerta Urvish K. Patel, diretor do departamento de saúde pública e neurologia da Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai, nos Estados Unidos, e coautor da pesquisa. 

A pesquisa mostrou que entre usuários do cigarro eletrônico, também chamados de vapes, o derrame pode ocorrer, em média, aos 48 anos. Em fumantes de cigarros tradicionais, o problema pode acontecer aos 59 anos. Quem usa as duas opções tem maior risco de sofrer um AVC aos 50 anos. 

Para essa pesquisa foram analisados 79.825 adultos com histórico de derrame que usavam cigarros tradicionais, eletrônicos ou ambos. Entre os participantes, 7.756 (9,72%) usavam cigarros eletrônicos, 48.625 (60,91%) eram usuários de cigarros tradicionais, e ambas alternativas faziam parte da rotina de 23.444 deles (39,37%). 

Os pesquisadores notaram que o AVC é muito mais comum em fumantes de cigarros tradicionais do que entre os usuários do eletrônico ou pessoas que usavam os dois: 6,75% em comparação a 1,09% e 3,72%, respectivamente. Os usuários dos cigarros eletrônicos têm um risco 15% maior de sofrer um derrame em uma idade mais jovem. 

No lugar de inalar a fumaça proveniente da queima do tabaco que, inclusive, libera milhares de substâncias tóxicas dentro do organismo, os usuários do cigarro eletrônico inalam o vapor contido no líquido presente nesses dispositivos com bateria de lítio. Essa alternativa surgiu há mais de duas décadas com o intuito de reduzir os danos do tabagismo à saúde, mas médicos e entidades como Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam para os perigos por trás de outros ingredientes do cigarro eletrônico.  

“Muitas pessoas estão cientes de que a nicotina é uma substância química na vaporização de produtos, bem como nos cigarros convencionais. No entanto, existem muitos outros produtos químicos incluídos que podem afetar diretamente o revestimento dos vasos sanguíneos”, explica Karen L. Furie, pesquisadora da AHA. Enfraquecimento dos vasos sanguíneos e predisposição à formação de coágulos ao longo do tempo são alguns dos riscos atrelados a essas substâncias, segundo a especialista. 

Mas, a pergunta é: por que usuários de cigarros eletrônicos sofrem AVC mais cedo do que os tabagistas? Essa questão vai conduzir as próximas etapas de estudo dos pesquisadores. Eles também consideram que mais pesquisas são necessárias para entender os efeitos de longo prazo dos vapes e dos seus efeitos para a saúde do coração.  

Os resultados preliminares são cruciais para as discussões sobre esses dispositivos no mundo. “Essas descobertas têm implicações claras para médicos, legisladores de saúde e autoridades reguladoras de produtos de tabaco que defendem novas regulamentações sobre acesso, vendas e marketing de cigarros eletrônicos”, avalia Neel Patel, pesquisador do departamento de saúde pública da Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai e coautor do estudo.  

O grupo idealizador da pesquisa faz um alerta especial aos jovens, público que mais consome os cigarros eletrônicos. “É bem possível que a exposição em uma idade mais jovem possa causar danos irreversíveis aos vasos eletrônicos de todo o corpo e particularmente no cérebro”, diz Furie. “Acho importante que os jovens entendam que os cigarros eletrônicos não são uma alternativa segura e que a melhor maneira de preservar a saúde do cérebro e prevenir o derrame é evitar todos os cigarros e produtos de nicotina”. 

Fonte: Revista Galileu 

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