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A disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, é a incapacidade do homem de alcançar ou manter uma ereção adequada para uma relação sexual satisfatória. É problema que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta 30% da população masculina após os 40 anos.

O urologista Ricardo Rocha explicou quais são as principais causas da disfunção erétil:

– Causas circulatórias: as alterações que dificultam a circulação adequada para o pênis podem causar disfunção erétil. Temos como exemplo a hipertensão, a doença arterial coronariana, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia;

– Causas neurológicas: até 20% dos casos de disfunção erétil estão associados a problemas neurológicos. Alguns exemplos são esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos;

Causas anatômicas ou estruturais: um exemplo é a doença de Peyronie, uma condição mais comum após a meia idade na qual ocorre a formação de uma placa de tecido endurecido ao longo do pênis, o que gera uma curvatura anormal e dificulta a ereção. 

– Causas hormonais: desequilíbrios hormonais podem ser causa de alterações da libido (desejo de ter relação sexual), principalmente a falta de testosterona, o que influencia diretamente na ereção. Outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções da glândula tireoide e da glândula hipófise;

– Causada por drogas: inúmeros medicamentos podem causar problemas na ereção, como anti-hipertensivos, remédios para depressão, antipsicóticos e uso de drogas como álcool, heroína, cocaína, metadona entre outras;

– Causas Psicológicas: problemas como ansiedade, depressão e estresse afetam mais a população adulta-jovem, gerando transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido. 

Fatores de risco

O especialista pontua que o estilo de vida pode influenciar na disfunção erétil, mas que há também outros fatores de risco. “Está sob maior risco aquele homem que mantém um estilo de vida doentio, com acúmulo de estresse, sedentarismo, alimentação desregrada, falta de sono e principalmente se ele já apresenta obesidade, diabetes, hipertensão arterial ou sinais de depressão. O uso de remédios para tratar as doenças acima descritas, o abuso de cigarro, álcool ou drogas ilícitas também são fatores de risco para disfunção erétil”, enfatiza.

Sintomas 

Segundo o médico, a impotência sexual pode se manifestar de várias formas: 

– Dificuldade de conseguir ou impossibilidade de manter o pênis ereto;

– Retardo ou ausência de ejaculação ou orgasmo;

– Demora excessiva para obter uma ereção, que muitas vezes não apresenta rigidez suficiente;

–  Presença de jaculação precoce (ejaculação que acontece antes, durante ou pouco depois da penetração com mínima estimulação sexual, gerando grande insatisfação no casal). 

Tratamento

O urologista destaca que a prescrição e escolha do tratamento depende das causas subjacentes e que mudanças no estilo de vida como não fumar, evitar ingerir bebidas alcoólicas, praticar atividade física regularmente e alimentar-se de forma saudável são imprescindíveis a todos os homens.  

O tratamento pode ser dividido em 3 categorias: 

1- Não farmacológico: aconselhamento psicológico ou psiquiátrico, lançando mão de psicoterapia;

2- Farmacológico: existem diversos medicamentos que induzem a ereção e podem ser prescritos na maioria das vezes por via oral ou em alguns casos, na forma de injeção direto no pênis. Sendo que, todos eles devem ser usados sob supervisão médica;

3– Cirúrgico: Em casos que não respondem aos medicamentos, a cirurgia de prótese peniana (rígida ou inflável) pode ser uma opção interessante, com resultados que melhoram muito a qualidade de vida do homem.

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