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Recentemente, uma doença chamada Afasia ficou bastante comentada nas redes sociais após a família do ator americano Bruce Willis, 67 anos, divulgar que ele foi diagnosticado com a doença. No Brasil, o cartunista Arnaldo Angeli Filho também anunciou o fim da carreira em consequência da mesma patologia.

O neurologista Antônio de Matos explica que a afasia é uma enfermidade que prejudica a comunicação e interpretação do ser humano. “É um distúrbio de linguagem que afeta a capacidade da pessoa de falar, de compreender a linguagem verbal, de ler e de escrever. Esse distúrbio possui vários tipos, geralmente classificados pela área do cérebro afetada”, afirmou.

Segundo o médico, os sinais da doença podem ser constatados por meio da incapacidade de execução da fala e expressão apresentados pelo paciente. “Os sintomas geralmente são percebidos por familiares ou pessoas próximas da pessoa. Portadores de afasia possuem como primeiros sinais da doença troca de palavras, dificuldade de escrever, dizer palavras que não fazem sentido ou frases que não podem ser entendidas. Para o diagnóstico pode ser necessário um exame para comprovar a lesão cerebral”, destacou.

De acordo com o especialista existem duas formas que podem levar ao aparecimento da doença. “Na maior parte dos pacientes, o início da afasia progressiva primária ocorre em idade pré-senil, ou seja, antes dos 65 anos de idade. A afasia de origem vascular ocorre após um acidente vascular cerebral (AVC) ou rompimento de aneurisma”, destacou.

O neurologista pontua que a doença ocorre em diferentes estágios, se caracterizando em fluentes e não fluentes. As afasias fluentes podem afetar a expressão, causando dificuldade em uma comunicação mais simples. “Afasias não fluentes costumam afetar as partes frontais do cérebro. Pessoas com esse distúrbio sentem dificuldades para se expressar e geralmente evitam falar ou conseguem soltar apenas frases curtas. Portadores dessa condição podem entender melhor o que é dito para eles do que falar. Esses pacientes costumam ser conscientes de sua condição. As afasias não fluentes podem apresentar fraqueza ou paralisia do lado direito do corpo”, contou.

No caso das afasias fluentes, o médico detalha que o paciente com esse estágio da doença consegue se comunicar, mas apresenta falas sem nexo. “Já as afasias fluentes são classificadas como uma forma em que o portador consegue falar frases longas, mas que, muitas vezes, não fazem sentido. Os pacientes com essa doença podem não perceber que as pessoas ao redor não entendem o que ele está dizendo. Pessoas com esse tipo de afasia geralmente também não entendem o que está sendo falado. Existem muitas outras divisões da doença de acordo com a lesão e capacidade do portador”, acrescentou.

Antônio esclareceu que, na maioria das vezes, a doença é causada posteriormente a algum tipo de lesão que ocorreu no cérebro. “A doença geralmente é causada após lesões no cérebro, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou até mesmo tumores, encefalites e traumatismos. O paciente entende gestos, entende a linguagem não verbal, mas não consegue se comunicar”, explicou.

O neurologista pontuou que o tratamento consiste na atuação de especialistas em favor da recuperação do paciente, ou seja, um processo de reabilitação por meio de uma equipe multidisciplinar. “O tratamento consiste em terapias de reabilitação da linguagem para que os pacientes consigam formas de se comunicar mesmo com a doença. Fonoaudiólogos podem ajudar os pacientes que não tenham uma lesão que cause uma afasia progressiva”, enfatizou.

A afasia não tem cura e mesmo com a doença comprometendo a comunicação de uma pessoa, ainda assim, é possível encontrar meios para que ela possa se expressar, segundo Antônio. “Pacientes que não recuperam a fala podem ainda se comunicar por meio de dispositivos eletrônicos, livros e placas com símbolos. A doença não tem cura, mas a gravidade varia de forma considerável entre pacientes e depende da gravidade da lesão no cérebro”, concluiu.

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