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O Transtorno Afetivo Bipolar é uma doença que consiste em episódios de mania e depressão, separados por períodos de humor normal. Os episódios de mania envolvem humor elevado ou irritado, excesso de atividade, pressão de fala, autoestima inflada e menor necessidade de sono. As pessoas que têm episódios de mania, mas não experimentam episódios depressivos, também são classificadas como tendo o transtorno bipolar, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

O Dia Mundial do Transtorno Afetivo Bipolar é celebrado nesta quarta-feira (30), e faz alusão ao aniversário do pintor holandês Vincent van Gogh, que recebeu o diagnóstico póstumo da doença. Van Gogh pintou mais de 900 obras em menos de 10 anos, e muitas delas em internações psiquiátricas.

A psiquiatra Yasmin Faro traz um alerta importante sobre levar informações que conscientizem a população pois, a doença ainda é vista de forma preconceituosa pelas pessoas. “O objetivo principal de celebrar o Dia Mundial do Transtorno Bipolar é chamar atenção para o tema, aumentar a conscientização a respeito dele, diminuir o estigma social e levar informação à população. É uma união solidária que almeja a educação e sensibilizando para a doença, que representa um desafio significativo para pacientes, profissionais de saúde, familiares e comunidade. Com essa celebração, podemos mostrar a importância de um diagnóstico precoce e do tratamento adequado”, afirma.

Os transtornos mentais atingem aproximadamente 720 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), representando 10% da população mundial. Entre tantas doenças mentais, está o Transtorno Afetivo Bipolar, que acomete cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil. 

A especialista explica que o diagnóstico pode levar um certo tempo, portanto, é necessário que tanto a família quanto pessoas que estejam ao redor percebam o comportamento daquela pessoa que possivelmente indique a doença. “O diagnóstico pode demorar, por particularidades da própria doença e, além do paciente, a família tem um papel fundamental nele. Assim que pessoas próximas identifiquem alterações de humor ou comportamento que indiquem o possibilidade de tratar-se de problema médico devem incentivar a busca de uma avaliação psiquiátrica o mais breve, para que comece o tratamento o mais rápido possível”, pontua.

A médica ressalta que, muitas vezes, o paciente e até mesmo a família custam a aceitar que a explicação para os problemas que o paciente tem vivido tem explicação médica e isso pode prolongar o adoecimento gerando uma série de prejuízos na vida pessoal, social, profissional e financeira.

Por fim, a especialista destaca que pessoas diagnosticadas com esse transtorno conseguem manter uma vida normal se o tratamento for mantido da maneira correta e de forma regular. “Uma vez bem diagnosticados e adequadamente tratados pacientes com transtorno bipolar podem ter uma melhora substancial em sua vida. Com o tratamento regular pode-se ter uma vida normal e sem restrições, podendo trabalhar, se relacionar e conviver com a doença e com a sociedade, tendo uma vida digna e produtiva.
No entanto, se falta tratamento, este não está adequado ou acontece de forma irregular, permite que as fases da doença, seja depressão ou mania, sigam presentes ao longo da vida, acarretando diversos prejuízos e impedindo uma vida plena. Por isso a importância de um tratamento adequado”, conclui.

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