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A câmara técnica do PNI (Plano Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde deve recomendar a partir da semana que vem a imunização de crianças com idade entre seis meses e quatro anos de idade contra a Covid-19 com o imunizante da Pfizer, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira (16).

Crianças menores de um ano deverão ter prioridade na vacinação, de acordo com o pediatra Renato Kfouri, membro do comitê técnico do PNI e presidente do departamento de imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Se considera que esse seja o grupo infantil mais vulnerável para a Covid-19, que responde a mais da metade das hospitalizações e óbitos pela doença entre as crianças, segundo dados do Ministério da Saúde.

Aproximadamente 12 milhões de crianças podem tomar a vacina da Pfizer, e são recomendadas três doses de 0,2 mL (equivalente a 3 microgramas). E com isso, serão necessárias 36 milhões de doses.

As duas primeiras doses devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada com pelo menos oito semanas após a segunda, de acordo com a Anvisa. Para defini-la diferente das demais, a vacina voltada à nova faixa etária será identificada pelo frasco com tampa de cor vinho.

Para o público de cinco a 11 anos, a tampa é laranja e, para aquelas acima de 12 anos, é roxa. De acordo com Kfouri, como já há um acordo anterior de compra entre o ministério e a Pfizer, que prevê a troca de produtos, ou seja, as vacinas de adultos que já foram adquiridas poderão ser trocadas pelas doses pediátricas, o que pode agilizar a aquisição dos imunizantes para essa nova faixa etária.

Em 2020 e 2021, houve 1.439 óbitos de crianças até cinco anos, destas 48% eram de bebês entre 29 dias e um ano incompleto (pós-neonatal), uma média de 1,9 por dia.
Dados do consórcio de veículos de imprensa da última sexta (16) mostram que apenas 35,86% das crianças entre três e 11 anos estão totalmente imunizadas contra a doença e cerca de 53% estão parcialmente, ou seja, foram vacinados apenas com a primeira dose).

“Esperamos que isso [a aprovação para bebês a partir de seis meses] anime os pais das crianças maiores. Em todas as faixas etárias, o número de casos de Srag [síndrome respiratória aguda grave] por Covid continua caindo, menos em crianças de zero a 11 anos”, diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Para Renato Kfouri, não tem vacina disponível para a faixa etária de três a cinco anos. A Coronavac (Butantan) está autorizada desde julho pela Anvisa, porém imunização dessa faixa etária só começou em municípios que já tinham a vacina estocada. Assim como nos adultos, são necessárias duas doses com intervalo de 28 dias.

Dados do Observa Infância, projeto da Fiocruz, mostram que menos de 2% das crianças entre três e quatro anos fizeram o esquema completo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. “Se tivéssemos vacina, é possível que estivéssemos com 50% de cobertura da primeira dose, não mais que isso”, diz Kfouri.

A produção da Coronavac reiniciou em agosto no Instituto Butantan, com uso de matéria-prima importada. De acordo com o instituto e o Ministério da Saúde, a distribuição deve normalizar até 30 de setembro.

Kfouri afirma que há, ainda, um outro tema a ser discutido na câmara técnica do PNI, que é sobre a recomendação de uma dose adicional da vacina contra a Covid em gestantes, com o intuito de proteger os bebês que tem menos de seis meses. “Alguns estudos já mostraram que, em bebês cujas mães foram vacinadas no fim da gravidez, o risco de terem uma Covid grave cai 80%. Independentemente do estado vacinal das mães, elas tomariam mais uma dose adicional na segunda metade da gravidez para proteger o bebê”.

Fonte: O Tempo

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