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O Natal é um momento de agradecimento e celebração da vida, união e solidariedade. Ter recordações desse momento é manter vivo o afeto pela família. Estimular costumes e tradições, principalmente com crianças, ajudam a trazer memórias reconfortantes e que fazem toda a diferença na construção emocional das pessoas.

Especialistas explicam como o momento do Natal pode interferir na nossa saúde mental. A psicóloga Caroline Cavalcante explica sobre o significado que o período de Natal para cada um, considerando com quem a data é compartilhada e qual a sua importância do momento para a pessoa.

“Algumas pessoas passam em família, outras com amigos e há pessoas que não comemoram o Natal. Recordar natais anteriores pode causar sentimentos de angústia ou de felicidade, a depender da experiência de cada um. Nesse momento podemos ter saudade da forma como podíamos comemorar o Natal, quais comidas compartilhávamos e quais pessoas estavam presentes, por exemplo”, afirmou.

A psicóloga considera que é importante levar em consideração que para muita gente as festas de final de ano não serão as mesmas. “Passamos por perdas de pessoas queridas e muitas pessoas estão passando por dificuldades financeiras, o que pode impedir de comprar um presente ou de fazer uma comida desejada. Tais pontos geram sentimentos de estresse, ansiedade e tristeza”, ressaltou.

Para os pais que desejam resgatar o clima natalino em casa, a dica é pensar qual o sentido do Natal para a família, como compartilham esse momento e quais comidas podem ser feitas, segundo Caroline. “Além disso, caso seja possível, a família poderia desenvolver algumas atividades juntos, como cozinhar, enfeitar a casa, assistir filmes e fazer algumas brincadeiras. O acesso à informação disposta nas mídias sociais e o não supervisionamento do conteúdo consumido por crianças, ocasiona na obtenção cada vez mais cedo de conhecimentos, como é o caso da idealização do Papai Noel. Saber que o Papai Noel não existe pode trazer sentimentos de tristeza e raiva, até mesmo a desconfiança no que os pais falam. Essa também pode ser uma oportunidade para transmitir valores, questões morais, princípios religiosos ou espirituais”, declarou.

A relação de consumismo nessa época também é um ponto de atenção, principalmente entre as crianças, como explica a psicóloga. “O consumismo das crianças denota uma questão familiar importante. A forma e intensidade para a qual a criança está sendo exposta ao consumo, o modo como os pais gratificam a criança (se compram presentes em datas importantes ou a recompensam por alguma atividade), e a possibilidade de dizer não são componentes importantes para entender o consumismo. A criança vai reproduzir os modos de consumo que ela observa e pode ser facilmente manipulada pela mídia, por exemplo, é muito comum a criança querer um produto que tem a figura de um programa de TV que assiste. O consumismo infantil traz prejuízos a qualidade de vida da criança. Pode desencadear alterações na qualidade do sono e da alimentação, agressividade, sentimentos de inadequação por não ter determinado produto, ansiedade e dificuldade em lidar com a frustração”, concluiu.

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