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O arranjo de transplante combinado de células mononucleares do cordão umbilical e células-tronco mesenquimais, derivadas do cordão umbilical, mostrou maiores efeitos terapêuticos.

Abril está próximo de chegar ao fim. Surge a oportunidade de se avalia as ações mais efetivas na política de conscientização do Transtorno de Espectro Autista (TEA) em referência ao Dia Mundial do Autismo, comemorado no último dia 15.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que uma em cada 160 crianças apresentam o TEA, mais conhecido como Autismo. Dentre seus principais sintomas estão o comprometimento da comunicação social, letargia, irritabilidade e repetição de comportamentos. Para ajudar essas crianças em seu desenvolvimento, estudos têm sido realizados mundialmente. Um deles, publicado no Journal of Translational Medicine utilizou células-tronco do sangue do cordão umbilical.
Por serem autorrenováveis, as células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas patologias graças a sua capacidade de se transformar nos mais variados tipos celulares, ou seja, se proliferar e produzir outras células idênticas, ajudando a recompor tecidos danificados. Nelson Tatsui, diretor técnico do Grupo Criogênesis e hematologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) explica que já é possível notar melhora no quadro desses pacientes.
“Nos últimos anos esse material biológico tem sido utilizado em ensaios clínicos, como intervenção terapêutica para pacientes com autismo, e é possível notar uma melhora na qualidade de vida desses indivíduos”.

Como foi feito o estudo?
• A pesquisa foi realizada no Shandong Jiaotong Hospital, na China, com 37 crianças com idades entre 3 e 12 anos, todas com autismo.
• Elas foram divididas em três grupos: 14 crianças receberam transplante combinado de células mononucleares do cordão umbilical e terapia de reabilitação; 9 receberam esse mesmo transplante combinado mais células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical e terapia de reabilitação e 14 receberam apenas terapia de receberam apenas terapia de reabilitação.
• Os transplantes incluíram quatro infusões de células-tronco por meio de injeções intravenosas e intratecais, uma vez por semana.
• A segurança do tratamento foi avaliada com exames laboratoriais e avaliação clínica dos efeitos adversos.

E quais foram os resultados?

Não houve problemas de segurança significativos relacionados ao tratamento e nenhum efeito adverso grave foi observado.
A combinação de transplante combinado de células mononucleares do cordão umbilical e células-tronco mesenquimais derivadas do cordão umbilical mostrou maiores efeitos terapêuticos quando combinadas.
Os pacientes submetidos a terapia celular apresentaram um avanço em relação a consciência corporal, fala e hiperatividade, 24 semanas após a infusão das células-tronco.
“Embora não exista uma cura concreta, o objetivo é que esses protocolos com células-tronco sejam utilizados mais frequentemente, por isso, é muito importante termos a consciência do quão valioso é esse material. Além disso, uma vez coletadas, as células ficam armazenadas em tanques com ultra baixas temperaturas (aproximadamente -180°C), por tempo indeterminado sem que percam suas propriedades”, ressalta o hematologista.

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