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O Brasil tem quase 300 mil agentes comunitários de saúde que atendem a mais de 100 milhões de pessoas. Com o objetivo de facilitar o cotidiano dos profissionais, o administrador de empresas Pedro Marton, 31, criou o aplicativo ePHealth, um sistema de dados que substitui as fichas de papel com informações da população coletados pelos agentes, assim como gastos com impressão e armazenamento.

A versão gratuita é usada por cerca de 15 mil agentes em quase três mil cidades brasileiras e estima-se que o app já tenha sido acessado por quase 2,7 milhões visitantes no país.

Os agentes de saúde são responsáveis por coletar dados (aspectos sociais, econômicos, sanitários e culturais) das famílias e repassá-los aos gestores e demais membros da equipe da rede do Sistema Único de Saúde, o SUS. Eles checam se todos os integrantes da família foram vacinados ou se alguém está com uma doença infecciosa, além de acompanhar continuamente a saúde das famílias — o que implica também no registro de nascimentos e óbitos.

Para organizar uma campanha de vacinação, normalmente, é preciso checar as fichas para cruzar os dados e verificar quem ainda não foi  imunizado. Se uma prefeitura quiser saber quantas crianças recebem aleitamento materno, por exemplo, investiga nos arquivos de papel. Com o aplicativo, essa pesquisa representa um avanço.

O ePHealth tem ferramentas específicas para controle epidemiológico, e permite o acompanhamento em tempo real da saúde da população.

SOLUÇÃO PARA PACIENTES COM PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

Mesmo antes da pandemia já era esperado um aumento de casos de doenças respiratórias na década atual, como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). Em 2020, o número de mortes por DPOC foi superior aos óbitos por diabetes. Dos mais de 7 milhões de portadores no Brasil, apenas 1,6 milhão recebem o diagnóstico da doença e desse número pouco mais da metade realiza o tratamento adequado.

Com base no Recife (Pe), a Salvus criou um aplicativo para melhorar a qualidade de vida de pacientes com problemas respiratórios e após a epidemia da Covid-19 a demanda cresceu mais de 80%. Duas soluções da empresa dão suporte ao tratamento de problemas respiratórios relacionados à Covid-19.

O ATAS O2 realiza a vigilância clínica e monitora o consumo e estoque do oxigênio medicinal de forma remota. O Salvus Home Care é um sistema para gestão integrada do fluxo de trabalho do atendimento domiciliar. A partir da iniciativa foi possível criar um cilindro de oxigênio inteligente conectado à internet por wifi, monitorando o consumo e o estoque do oxigênio medicinal em tempo real.

O ATAS O2, como foi batizado, coleta dados pelo aparelho que são enviados posteriormente para a nuvem e processados num relatório que informa, por exemplo, o tempo exato que falta para o término daquela carga de oxigênio. A partir dessa informação é possível avaliar se o paciente está tomando a dose indicada e se há desperdício, o que pode resultar em uma economia de oxigênio  de até 35%.

A solução já é usada em 60 leitos hospitalares do Brasil, entre eles o Hospital Albert Einstein (SP). A startup está finalizando o processo de produção em massa e as instituições de saúde que atualmente usam o sistema pagam pelo licenciamento do software e pelo aluguel dos dispositivos.

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