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Um dos artistas mais famosos do mundo, Michael Jackson, era portador de vitiligo, condição que lhe rendeu várias acusações de racismo. A ex-modelo Luiza Brunet também sofria com a doença e disfarçava as manchas muito bem para seguir a carreira profissional nas passarelas. Já o rapper Rappin Hood, faz dos sinais no rosto, uma marca registrada.

O vitiligo é uma doença crônica caracterizada por manchas brancas devido à perda do pigmento natural da pele, a melanina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de um milhão de brasileiros convivem com a doença, e para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento, no dia 25 de junho foi instituído o Dia Mundial do Vitiligo

“Não existe causa estabelecida para o vitiligo. Dentre as hipóteses estudadas, a mais aceita cientificamente é a da teoria autoimune, ou seja, o próprio corpo produz anticorpos (autoanticorpos) que agem inativando ou destruindo os melanócitos, que são as células responsáveis pela produção da melanina”, explica a dermatologista e professora Silvia Müller, coordenadora do Ambulatório de Vitiligo do Serviço de Dermatologia da UFPA, que funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB).

Segundo a médica, existe no mercado vários recursos para tratar o vitiligo, desde medicamentos industrializados ou manipulados para uso tópico e por via oral, terapia com luzes e laser e finalmente os métodos cirúrgicos como o IPCA (microagulhamento) e o transplante de melanócitos. 

Algumas condições podem agravar o quadro ou desencadear o surgimento de novas manchas, como fatores emocionais, traumatismos na pele, queimadura solar, infecções severas, distúrbios metabólicos e outros. “Com a necessidade do isolamento social por conta da proliferação da covid-19, o estresse emocional causado pela pandemia constitui um sério fator desencadeante e agravante do vitiligo, por isso é importante que o paciente esteja atento aos distúrbios psíquico-emocionais severos, mantenha hábitos alimentares saudáveis, que durma em média 7 a 8 horas por noite e evite traumas nas áreas afetadas”, explica a médica.

Apesar da cura ser rara, a doença tem controle, “porém o paciente deve ter muita disciplina com os tratamentos instituídos, para melhoria da sua qualidade de vida e do convívio social”, conclui a médica. 

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