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O primeiro caso de varíola dos macacos no Distrito Federal, foi confirmado pelo Ministério da Saúde no último sábado, 02. Uma outra notificação da doença foi descartada, e a terceira está sob investigação.

Mesmo com o nome fazendo alusão aos macacos, a doença não é originariamente destes animais, apenas foi identificada neles. A transmissão pode acontecer através de contato com animal ou pessoa infectada.

O contágio entre as pessoas pode ocorrer por meio de contato direto com secreções respiratórias, lesões na pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, ou a partir do contato com superfície ou objetos recentemente contaminados.

“O vírus entra no organismo por meio principalmente do contato com as lesões. Independentemente do tipo de lesão, pois todas as formas são potencialmente transmissíveis”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Fabiano dos Anjos Martins.

“Por exemplo, secreção respiratória de uma pessoa infectada, transmissão respiratória, no caso por gotículas. Pode acontecer a partir de contato próximo e prolongado ou mucosas, como dos olhos, nariz ou boca”, detalha o diretor.

Transmissão

  • Contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não existem comprovações do animal que permite que o vírus se mantenha vivo na natureza, mesmo que os roedores africanos sejam suspeitos de exercer a função de transmissão da varíola às pessoas.
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive ao longo de uma relação sexual – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não é possível saber se a varíola dos macacos pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, por contato pele a pele;
  • Através de Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas costas;
  • gânglios (linfonodos) inchados;
  • calafrios;
  • exaustão.

Geralmente, entre um e três dias de febre, iniciam o aparecimento de erupção cutânea que surge no rosto e se espalha pelo restante do corpo. Antes de cair, as lesões passam opor cinco estágios, de acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

O período de encubação do vírus “Monkeypox” varia entre 6 e 13 dias, segundo o epidemiologista Fabiano dos Anjos. “Esse é o tempo que leva para aparecerem os primeiros sintomas”. Ele ressalta que os sintomas do vírus podem persistir entre duas a quatro semanas.

Isolamento

Os pacientes que precisam de suspeita suspeita da varíola dos macacos devem permanecer em isolamento, em área com boa ventilação natural. É recomendado que ambientes comuns, como banheiro e cozinha, fiquem com janelas abertas. Se há mais de uma pessoa na casa, é necessário usar a máscara cirúrgica bem ajustada para proteger a boca e o nariz.

Também é importante que o paciente lave as mãos muitas vezes ao dia, preferencialmente com água e sabonete líquido. Se necessário, deve usar toalhas de papel descartável para secar as mãos.

Além do mais, pessoas com suspeita também não devem compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas ou roupas de cama. Os itens só podem ser reutilizados quando for feita a higienização.

Proteção

Usar máscaras, manter distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

Caso no Distrito Federal

O caso do Distrito Federal é de um homem, de 30 a 39 anos, que voltou recentemente de uma viagem internacional. Ele está em isolamento domiciliar e segue sendo monitorado pelas equipes de vigilância epidemiológica.

O Centro de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde (Cievs) passou a monitorar um segundo caso suspeito da doença. A pessoa também está em isolamento domiciliar e aguarda o resultado do exame que vai confirmar ou descartar a contaminação pela doença.

Segundo a SES-DF, o serviço de vigilância faz o acompanhamento diário do estado de saúde dos pacientes.

Brasil

O Ministério da Saúde confirmou no último domingo (3), 76 casos de varíola dos macacos no país. Houve registro de notificação em seis estados e no DF.

Veja os casos confirmados por unidade da federação:

  • DF: 1
  • RN: 1
  • MG: 2
  • RS: 2
  • CE: 2
  • RJ: 16
  • SP: 52

O ministério da saúde informou que está no processo de articulação com as secretarias estaduais de saúde para continuar monitorando o surgimento de novos casos e rastrear as pessoas que tiveram contato próximo com os infectados.

Fonte: G1

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