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Diretor de operações hospitalar, diretor comercial – medical device, gestor hospitalar/CEO – Hospitais, médico do trabalho – coordenador. Estes são alguns cargos e setores que estarão em alta em 2022 na área da saúde. É o que mostra o levantamento anual realizado pelo PageGroup, empresa de recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquico.

Segundo o estudo, antes mesmo da pandemia do novo coronavírus o mundo estava voltado para o investimento e profissionalização do mercado da saúde, com novas tecnologias do cuidado ao paciente, melhores formas de realizar diagnósticos e procedimentos, novos sistemas de gestão para diminuir custo e tempo, entre outros.

Com a pandemia, os governos e empresas privadas investiram e alocaram uma verba maior para a saúde como medida de enfrentamento da pandemia. O fato fez o mercado se movimentar ainda mais, desengavetando projetos de inovação tecnológica, medicamentos, dispositivos, além de compra e venda de empresas que estavam para acontecer.

“Não produzimos executivos na mesma velocidade que o mercado demanda. Há muitas posições para dar vazão ao crescimento do mercado de saúde. Além disso, cada vaga nova pode gerar outras. Se a empresa contratar um profissional desempregado fica ‘elas por elas’, mas se trouxer alguém do mercado ou fizer uma promoção interna, abrem-se novas vagas”, comenta o gerente senior para a divisão de Healthcare & Life Sciences da Michael Page, Ricardo Guerra, que faz parte do PageGroup.

Desafios

Um dos desafios para 2022 é do modelo de negócio de saúde baseada em valor, o value based healthcare. Ele está alterando o status quo ao propor que serviços e produtos sejam cobrados com mais eficiência e precificação adequada para o paciente e operadoras de saúde, olhando para a jornada completa do paciente.

Outro desafio está relacionado aos talentos, que é formado por profissionais que farão a mudança de modelo de negócio mais eficiente acontecer. Os profissionais de saúde assistencial com essa visão são altamente demandados, pois, segundo o estudo, são capazes de mensurar a experiência do paciente, conter custos e atuar em uma estrutura verticalizada onde se resolve toda a demanda no mesmo lugar, com consulta, exame, diagnóstico e tratamento, agindo assim mais agilidade e eficiência operacional.

É nesse sentido que despontam as healthtechs, startups de tecnologia para saúde, atuando com marketplaces de saúde, telemedicina, prontuário médico digital, devices, entre outras.

“A tecnologia está sendo implantada em tudo, de processos administrativos do hospital à pesquisa e atendimento ao paciente”, diz o gerente de Healthcare & Life Sciences da Michael Page. Guerra.

O estudo mostra também o que o mercado da saúde espera do profissional as seguintes competências: ambiguidade, adaptabilidade e atitude. Ambiguidade é a capacidade de lidar com cenários e ambientes diversos e voláteis, adaptabilidade é ser capaz de ajustar a rota sempre que necessário e atitude é ter disposição para agir com determinação e ser protagonista frente à tomada de decisão.

“Quanto mais alto o cargo, mais deverá lidar com essas competências comportamentais, e menos com as técnicas e transacionais. A liderança deverá definir a estratégia e influenciar os times sob sua responsabilidade a executarem”, explica Guerra.

Remuneração

Por fim, o estudo mostra que a remuneração não é o principal motivador de quem se candidata ao cargo. Ou seja, não basta um salário alto, eles também avaliam a qualidade da relação que possuem com seus gestores atuais e a autonomia na tomada de decisão. Então, mesmo que a movimentação garanta um aumento de 25 a 35% do salário, os candidatos avaliam o risco de perder em ambiente, perspectivas e gestão.

“O mercado da saúde não tinha essa prática nem o budget para isso. Apesar de ainda ser praticada por uma parcela menor do mercado, a oferta triplicou neste último ano. Trata-se de um bônus para trazer um grande talento ou equilibrar a balança da negociação ao cobrir benefícios que o profissional estaria abrindo mão, como um carro corporativo e previdência privada por exemplo”, afirma o gerente de Healthcare & Life Sciences da Michael Page.

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