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A má alimentação e outros hábitos ruins na infância podem provocar problemas de saúde aos 20 anos, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias. Doenças que geralmente afetariam pessoas muito mais velhas. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela nutricionista e doutora em bioquímica e biologia molecular da Espanha, Emilia Gómez Pardo, e apresentada ao periódico EL País.

Segundo a especialista, quatro em cada 10 crianças espanholas estão acima do peso. Além disso, 22% das crianças têm níveis elevados de colesterol, com mais de 200 miligramas, e 32% têm hipertensão.

Os tipos de câncer antes comuns em adultos também passaram a ser registrados em jovens. É o caso do câncer colorretal. Os estudos mostram que se o estilo de vida atual for mantido pode ter um aumento de 90% nos casos de câncer de cólon entre pessoas entre 20 e 30 anos e um aumento de 124% no câncer retal.

“Os millennials [nascidos nas últimas duas décadas do século 20] têm o dobro do risco de contrair câncer devido ao estilo de vida ocidental e aos efeitos negativos da [má alimentação] na infância”, explica.

“Levando em consideração o consumo de álcool e o excesso de peso, pode-se dizer que um em cada três tumores está relacionado à nutrição inadequada”, afirmou a pesquisadora em entrevista ao EL País.

A recomendação da especialista é que os pais sejam exemplos para os filhos, comprando frutas, verduras, legumes, laticínios sem açúcar, ovos, presunto, peixe, nozes e grãos integrais e evitar alimentos não saudáveis, como carnes vermelhas, salsichas, patês, enchidos e doces, incluindo os feitos em casa.

Segundo Gómez Pardo, a dieta diversificada com pelo menos oito a 10 gramas de fibra solúvel por dia pode reduzir a resistência microbiana aos antibióticos no intestino.

Fonte: EL País

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