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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres. No Brasil, o câncer de mama é também o tipo de câncer que mais atinge mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma. No ano passado, 18.068 mulheres morreram por câncer de mama. Segundo o Instituto Fernandes Figueira da Fio Cruz, quando descoberto precocemente, as chances de cura de câncer de mama aumentam em até 95%. No Dia Nacional da Mamografia, celebrado hoje (05), entenda a importância do exame que identifica os sinais do câncer para o diagnóstico precoce.

1 – O que é mamografia?

A mamografia pode ser considerada como o Rx da mama, e a principal forma de detectar o câncer de mama de forma precoce (prevenção). Além disso, também pode ser usada para diagnóstico de lesões palpáveis. As mamografias modernas são exames considerados de alta resolução e pode ser digital ou analógica. Precisam ser realizadas rotineiramente no mínimo em duas incidências e em incidências adicionais se necessário.

2 – O exame é dolorido?

Para realizar a mamografia, as mamas são submetidas a uma leve a moderada compressão com o intuito de deixar a espessura e distribuição da mama mais homogênea. Dessa forma, essa compressão bem realizada é fundamental para que se tenha uma imagem de melhor qualidade. A maioria das pacientes tolera bem o exame e não relata dores ou desconfortos. Algumas mulheres apresentam mamas sensíveis com desconforto ao simples toque, palpação e exame físico. Nesses casos, essas pacientes costumam descrever dor ao efetuar o exame, e isso pode ser amenizado evitando realizá-lo durante os períodos do ciclo menstrual devido à sensibilidade das mamas.

3 – O exame de mamografia causa câncer?

Essa é uma questão comum, porque se trata do Rx da mama, que tem o potencial tanto de induzir ou contribuir para o surgimento de vários tipos de câncer quando a pessoa está exposta de forma excessiva e contínua. Vale ressaltar que toda mamografia é segura. Os estudos prospectivos randomizados controlados demonstraram que populações de mulheres que foram submetidas à mamografia de rastreamento (prevenção), além de também apresentarem redução na mortalidade por câncer de mama, não apresentaram maiores taxas de outros tumores.

4 – Do que se trata o exame de rastreamento?

O rastreamento é uma estratégia usada para a prevenção secundária do câncer de mama, pois, não é possível evitar o câncer de mama com medidas de prevenção primária, como, por exemplo, a vacinação, então, utiliza-se a mamografia para detectar precocemente, já que é capaz de detectar o câncer de mama numa fase pré-clínica assintomática (não palpável) permitindo mudar a história natural da doença. O diagnóstico precoce e a instituição do tratamento nas fases iniciais pode diminuir a mortalidade em até 30%, e também o número de amputações (mastectomias), as sequelas (redução do linfedema por diminuição das linfadenectomias radicais axilares) e a radicalidade do tratamento (diminuição das quimioterapias).

5 – A amamentação ajuda prevenir câncer de mama?

A amamentação parece ser um fator que confere alguma proteção em relação ao câncer de mama. Apesar disso, entende-se que mais importante do que amamentar seria ter o primeiro filho antes dos 30 anos. Mulheres que apresentam gravidez completa antes dos 30 anos têm até 30% de redução do risco de câncer de mama. Aquelas que têm o primeiro filho após os 30 anos não apresentam aumento do risco.

6- Uma mulher que a mãe teve câncer de mama com 40 anos, com qual idade ela deverá fazer sua primeira mamografia?

Mulheres com parentes de primeiro grau como mãe, irmãs ou filhas, com histórico de câncer de mama antes dos 45 anos ou com história de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer idade são consideradas de alto risco. Para mulheres de alto risco, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda mamografia e RNM anual a partir dos 30 anos ou 10 anos antes do caso de câncer na família, mas nunca antes dos 25 anos. O Ministério da saúde recomenda para esse grupo mamografia após os 35 anos e não disponibiliza a RNM de rastreamento para essas mulheres. São consideradas também mulheres de alto risco aquelas com histórico de parentes de primeiro grau com câncer de mama em homem como irmão, pai ou filho.

7 – Quem tem prótese de silicone pode fazer mamografia?

As próteses de silicone não impedem que a mamografia seja realizada, mas tornam o exame mais trabalhoso sendo necessária a realização de incidências adicionais. Nessa situação, a ultrassonografia pode ser útil por ajudar a complementar a avaliação das próteses e também para elucidar eventuais achados obscurecidos pelas próteses a mamografia.

8 – O autoexame substitui a mamografia?

Não, o autoexame de forma isolada, não demonstrou nenhuma capacidade em reduzir a mortalidade do câncer de mama. Como forma de autoconhecimento e empoderamento deveria ser encorajado. O autoexame rotineiro e frequente como forma de prevenção, além de não impactar na redução da mortalidade por câncer de mama, elevando o sentimento de angústia e o medo uma vez que algumas mulheres acabam por desenvolver transtornos de ansiedade por dúvidas frequentes em relação ao que elas encontram ao fazer o autoexame.

9 – Qual a idade recomendada para fazer a primeira mamografia?

A SBM recomenda a mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos par aquelas mulheres de risco habitual e a partir dos 30 anos para mulheres de alto risco. Já o Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento até de dois em dois anos a partir dos 50 anos e anual a partir dos 35 anos para mulheres de alto risco. No entanto, a mamografia diagnóstica, aquela que é solicitada para elucidação de alterações palpáveis, deve ser realizada em qualquer idade sempre e quando necessário.

10 – Quem cuida da mama é o ginecologista ou mastologista?

A mulher deve cuidar e zelar da sua saúde e das suas mamas. Por isso, deve procurar profissionais capacitados e habilitados que possam ajudá-las nesse sentido. O Mastologista e o Ginecologista têm papel importante e fundamental na prevenção e no combate do câncer de mama assim como o Radiologista. O Mastologista é o especialista em mama, já o Ginecologista é o médico clínico da mulher, portanto, um complementa o outro.

Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), INCA, IFF/FIOCRUZ.

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