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O termo “modulação intestinal” refere-se a um conjunto de intervenções aplicadas ao trato gastrointestinal, com o objetivo principal de equilibrar as bactérias que compõem a microbiota. A restauração da microbiota é realizada com o uso de probióticos específicos, associada a dieta antiinflamatória, compostos bioativos e rica em fibras prebióticas. O tratamento ajuda a melhorar a imunidade, reduzir sintomas gastrointestinais (diarreia, constipação, gases, má digestão etc).

As reações como diarréia e náuseas são mais intensas nos quadros psiquiátricos de ansiedade e depressão. 

O cérebro influencia nosso estado gastrointestinal, pois nosso aparelho digestivo “absorve” nossas emoções, ou seja, o cérebro envia sinais para o intestino e é por isso que o estresse e outras emoções podem contribuir para sintomas gastrointestinais. Entretanto, os sinais viajam no sentido oposto também: os microrganismos que habitam nosso intestino podem produzir substâncias que afetam nossa saúde mental.

Atualmente, nosso sistema digestivo é conhecido como segundo cérebro. Podemos dizer que temos dois sistemas nervosos. O nosso sistema nervoso central, composto por nosso cérebro e a espinha dorsal e o sistema nervoso entérico, é o sistema nervoso intrínseco de nosso trato gastrointestinal. O cérebro e o intestino formam um eixo de comunicação bidirecional, ou seja, estão conectados através do nervo vago,que vai do tronco cerebral até o abdômen. Desse modo, o nervo vago é a principal rota que as bactérias intestinais usam para transmitir informações para nosso cérebro. E o fator determinante da homeostase (equilíbrio) em nosso cérebro, intestino e organismo em geral é a nossa microbiota intestinal.Foi comprovado que as bactérias intestinais participam da regulação de variados e importantes processos fisiológicos. 

Suas principais funções são: metabólicas, tróficas e protetoras.O microbioma intestinal bacteriano é amplamente definido por dois filotipos dominantes, Bacteroidetes e Firmicutes, com os filos de Proteobacteria, Actinobacteria, Fusobacteria e Verrucomicrobia. Mas o fator mais interessante é que nossa microbiota tem influência em moléculas que afetam nosso comportamento social (glicocorticóides, esteróides sexuais, neuropeptídeos e monoaminas) e nas regiões do cérebro relacionadas a sociabilidade do indivíduo como: amígdala, córtex pré-frontal, hipocampo e o hipotálamo [5]. Portanto, já se compreende parte da relação da microbiota intestinal com a depressão.

Além disso, nosso intestino associado aos tecidos linfóides formam o maior órgão imune do corpo humano, representando mais de 70% do sistema imune total, por isso, o sistema gastrointestinal desempenha um papel central na homeostase do sistema imunológico Os probióticos são bactérias vivas que após sua ingestão, afetam o sistema nervoso de modo benéfico. 

As bactérias mais utilizadas como probióticos são as dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus e são as mais prescritas nos casos de estresse e ansiedade. Os probióticos podem ser incluídos em vários produtos alimentares, medicamentos ou suplementos alimentares, mas é importante consultar um especialista. As principais aplicações de culturas probióticas são realizadas em produtos lácteos como leites fermentados e iogurtes.

Quando ingeridos, os probióticos através de suas propriedades, trazem benefícios à saúde, principalmente do cérebro, pois corroboram para um melhor funcionamento do eixo intestino-cérebro levando ao equilíbrio da flora, por meio de interações com bactérias comensais do intestino, de modo a proteger o hospedeiro (o homem).

Já os prebióticos são alimentos funcionais que alimentam a flora local, nutrem e apoiam o crescimento desses microorganismos benéficos e consistem em hidratos de carbono (oligossacarídeos e polissacarídeos). São carboidratos complexos, não degradáveis pelas enzimas salivares e intestinais. Uma alimentação adequada pode aumentar a concentração de bactérias boas no intestino. Dentre os prebióticos, destacam-se a oligofrutose, a inulina e os frutooligossacarídeos (FOS), compostos que podem ser encontrados em alimentos apresentados a seguir.

Confira os probióticos e prebióticos indicados para uma boa modulação intestinal: 

Prebióticos

  • alcachofra
  • alho
  • aspargo
  • banana
  • barra de cereais
  • beterraba
  • biscoitos com baixo teor de gordura
  • cebola
  • centeio
  • cerveja
  • cevada
  • chicória
  • iogurte
  • kefir
  • maçã
  • mel
  • tomate
  • trigo
  • verduras [14].

]Além dos benefícios para o cérebro, os principais benefícios dos prebióticos são:

  • modulação do metabolismo lipídico reduzindo os riscos de aterosclerose e os níveis de triglicérides e de colesterol plasmático;
  • redução dos riscos de osteoporose; 
  • modulação da microflora intestinal;
  • redução do risco de câncer de cólon e de doenças cardiovasculares;
  • prevenção à obesidade e ao Diabetes Mellitus tipo II; 
  • estímulo ao sistema imunológico;
  • alívio à constipação;
  • controle da pressão arterial

Probióticos:

Muke: inulina e frutooligossacarídeos (fos) e galactooligossacarídeos (gos) e goma guar (cyamoposis tetragonolobus)

FiberFor – Fibra de Trigo, Frutooligossacaríos (FOS) e Inulina. 

FiberMais – Goma Guar Parcialmente Hidrolisada e Inulina. 

Fiber Balance – gomar guar parcialmente hidrolisada SUNFIBER e inulina

Mix de fibras catarinense – inulina e polidextrose

FOS maxinutri – frutooligossacarídeos (fos) 

Nesh fibras – inulina e goma guar

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