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Os smartphones, computadores, televisão e tablets, também chamados de telas, são ferramentas muito usadas nos dias de hoje, no entanto, essa super exposição e o uso excessivo destes dispositivos podem causar prejuízos à visão dos adultos, adolescentes e, principalmente, das crianças.

De acordo com o oftalmologista Igor Parente, por conta da proximidade e do maior tempo frente às telas, é possível que haja o surgimento de alguns sintomas na visão. “De uma a duas décadas pra cá, a gente vê uma explosão do uso da visão de perto, principalmente, por crianças e adolescentes, no que tange ao uso de tablet e celular. Uma das principais causas é o ressecamento ocular. Quando o usuário de tela se concentra num instrumento para perto, ele diminui o seu piscar, não havendo lubrificação correta da superfície corneana, levando a sensação de areia nos olhos, ardência, prurido, lacrimejamento e, muitas vezes, um olho vermelho. Outro sintoma referido também são dores de cabeça”, pontua.

Segundo o especialista, o uso excessivo dos dispositivos eletrônicos pode, inclusive, causar lesões à longo prazo nos olhos. “O que pode ocorrer em uso crônico são algumas lesões retinianas, que ocorrem em pacientes que o fazem o uso crônico excessivo de telas que, de acordo com estudos, pode ocasionar, no futuro, uma degeneração macular, relacionada à idade”, destaca.

O médico chama a atenção para a miopia, doença comum que costuma atingir crianças e adolescentes com frequência. “Existe uma doença que a gente não pode esquecer, principalmente, paras as crianças e para os adolescentes, que é a miopia. Nós vivemos uma epidemia da miopia, então estima-se que em 2050, metade da população será míope. Para o controle dessa patologia, já existe colírio manipulado, e isso já é consenso tanto no Conselho Federal de Medicina quanto no Conselho Brasileiro de Oftalmologia, para tentar retardar a evolução dessa patologia”, ressalta.

Dicas

Segundo Igor, existem maneiras de amenizar os efeitos do uso prolongado das telas. “Para quem trabalha frente às telas, recomendamos a cada uma hora e meia, dar uma pausa de cinco minutos olhando para o mais longe que puder, pois dessa forma é possível relaxar o olho, de uma maneira geral”, afirma.

Para evitar o aparecimento de doenças, o oftalmologista orienta que as crianças e os adolescentes tenham mais contato com a natureza, e se caso tenham contato com as telas, usem por um período de tempo estipulado. “Para as crianças, no máximo uma a duas horas, divididas em dois turnos. A gente recomenda sempre brincadeira ao ar livre, sempre a exposição solar no horário preconizado, isso também evita com que se aumente e se prolifere a catarata e o ceratocone, pois a exposição solar, a brincadeira, o exercício físico ao ar livre, no horário em sol que não seja danoso para o ser humano, ele é extremamente recomendado tanto para evitar o uso excessivo de tela, como para também evitar um possível ceratocone”, finaliza.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indica o tempo de uso de telas na infância:

Até 2 anos: Zero;

De 2 a 5 anos: 1 hora por dia;

Dos 6 aos 10 anos: 2 horas por dia;

Dos 11 aos 18 anos: 3 horas por dia.

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