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O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson é celebrado nesta segunda-feira (11), em alusão a data de nascimento do médico inglês James Parkinson que, em 1817 publicou pela primeira vez um estudo sobre o problema.

Neste ano, o tema alusivo as comemorações da data é o “Futuro da Doença de Parkinson”, que tem o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre a patologia causada pela diminuição intensa da produção de dopamina, que ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Com a baixa produção do neurotransmissor, a doença degenera o sistema nervoso central de maneira progressiva e é caracterizado pelo tremor nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão dos movimentos.

O neurologista Antônio de Matos explicou sobre a importância de falar sobre a doença para diminuir o estigma e o preconceito. “A importância da gente falar sobre as doenças é que quando a gente leva conhecimento, as pessoas começam a identificar sinais e sintomas para um diagnóstico precoce, para gente poder levar, dessa forma, tratamento as pessoas que precisam. Além do mais, falar sobre essas doenças faz com que as pessoas, a população, a comunidade conheçam sobre a patologia e diminui a estigmatização e o peso em cima desses paciente que combatem por meio de medicação a doença de Parkinson”, afirma.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem em torno de 4 milhões de pessoas no mundo com a Doença de Parkinson, totalizando 1% da população mundial a partir dos 65 anos. Com o aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população, o número pode dobrar até 2040. No Brasil, é estimado que 200 mil pessoas vivam com a enfermidade.


CAUSAS
Com o envelhecimento, as pessoas saudáveis demonstram morte gradual das células nervosas. No entanto, alguns indivíduos perdem essas células num nível mais acelerado que os demais e acabam manifestando a doença. Não sabe o que motiva a redução exagerada de células nervosas, porém a suspeita é de que tenha envolvimento com a genética ou questões ambientais.


TRATAMENTO
Certos tipos de medicamentos melhoram os sintomas da doença repondo parcialmente a dopamina no organismo, mas devem ser usados por toda vida da pessoa que apresenta a enfermidade. Até o momento não existe uma cura ou forma de evitar o avanço da degeneração de células nervosas.

Por outro lado, existem técnicas cirúrgicas para amenizar alguns sintomas do Parkinson, que incluem fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional.

O médico admitiu que o diagnóstico adequado faz com que o tratamento seja mais alinhado e promova melhora no quadro da doença. Segundo ele, o paciente com doença de Parkinson deve ser avaliado pelo médico neurologista, além de explicar sobre novas medicações que podem ser incluídas no tratamento da doença. “Em casos excepcionais em que o paciente apresenta sintomas chamados de não motores da doença, é possível utilizar o canabidiol, que é uma medicação que está surgindo no cada vez mais indicações e está em estudo para maioria das indicações. Contudo, em alguns casos específicos ela pode ter uma resposta nos pacientes com doença de Parkinson, por isso a exigência do diagnóstico apropriado”, finalizou.

*Com informações do Ministério da Saúde e Agência Pará.

*Texto de Saul Anjos

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