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Uma doença que acomete  crianças e adolescentes, o câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças em comum a proliferação descontrolada de células anormais em qualquer parte do organismo, segundo o Ministério da Saúde. Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, marcado neste último dia 23 de novembro, especialistas explicam os caminhos para o diagnóstico e tratamento nesses casos.

De acordo com dados disponibilizados pelo Hospital Oncológico Infantil, que é referência no tratamento de câncer infantojuvenil, nos anos de 2019 e 2020 foram registrados 275 casos de cânceres de diferentes tipos. Atualmente, o hospital possui 442 pacientes ativos em tratamento e 43 internados.  A incidência de casos é  considerada alta. Para a Região Norte era esperado um total de 630 casos novos. Só o Estado do Pará foi responsável por 440 casos novos.

A médica Alayde Vieira, especialista na área da oncologia pediátrica e atuante na área ambulatorial do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, revela que os casos mais comuns de câncer infantojuvenil são de leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Dra. Alayde Vieira. Créditos: Comunicação/ Pró-Saúde

“É o caso da Leucemia Linfoide Aguda (LLA), caracterizada por alta taxa de mortalidade e fatores prognósticos que ainda são incertos. Porém, a realização de diversos estudos, nas últimas décadas, trouxe progressos no diagnóstico, estratificação e tratamento, possibilitando o aumento e sobrevida, atualmente próxima a 75%. No entanto, também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma, um tipo de tumor no sistema nervoso periférico, frequentemente localizado na região abdominal. Além dele, existe ainda o retinoblastoma, tumor da retina do olho; o osteossarcoma, tumor ósseo; e os sarcomas, tumores de partes moles”, explicou a médica.

Os tumores de sistema nervoso central são o segundo mais recorrentes na população infantojuvenil, com risco de sequelas neuromotoras, que perduram após o tratamento oncológico, podendo causar limitações ao retorno das atividades cotidianas , de acordo com Alayde. “Os pais e responsáveis pelas crianças precisam ficar atentos  aos crescimento do olho, podendo estar acompanhado de mancha roxa no local, perda de peso considerável e sem justificativa; manchas roxas pelo corpo, sem ter se machucado, febre prolongada e causa não identificada, vômito acompanhado de dor de cabeça, tontura e diminuição da visão, caroço em qualquer parte do corpo, em especial na barriga, pescoço e virilha, palidez, cansaço e indisposição, dores nos ossos e nas juntas, com ou sem inchaço. Se houver o aparecimento desses sintomas deve ser investigado imediatamente. É importante procurar um médico urgentemente”, recomendou. 

A importância do diagnóstico precoce

Estar atento aos primeiros sinais e sintomas do câncer infantil é fundamental para garantir mais chances de recuperação para uma doença considerada grave e que precisa de imediata intervenção médica.

“O tratamento do câncer infantojuvenil deve ser realizado em centro de referência pediátrico onde a criança e o adolescente devem dispor de uma equipe multiprofissional com expertise voltada para a oncologia pediátrica. No centro de tratamento o paciente deve receber quimioterapia com medicações fitotópicas, radioterapias em alguns casos, cirurgias para o controle local e alguns casos menores imunoterapias.”, falou a médica.   

O tratamento envolve tanto o paciente e seus familiares, uma vez que o diagnóstico do câncer infantojuvenil afeta emocionalmente a família, conforme explica a Dra. Alayde. “É preciso de todo um suporte oncológico. Por ser um tratamento intensivo, a criança deve ser acompanhada diariamente e rigorosamente para evitar os feitos colaterais advindos do tratamento. Há chances de cura, mas quando o problema é detectado precocemente. Por isso que fazemos questão de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce. As chances são altas para a cura quando os pais buscam a ajuda médica. O paciente que apresenta uma doença limitada, precocemente diagnosticada chega a ter o dobro de chances de cura do que um paciente que chega muito doente e com a situação muito avançada”, concluiu.

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