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Esta terça-feira (21), é marcada pelo Dia Mundial da Doença de Alzheimer, um quadro degenerativo que atinge o cérebro e acomete pessoas com idade avançada. Perda de memória, linguagem e mudanças de comportamento são alguns dos primeiros sintomas que devem ser observados de quem apresenta a doença.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer é o motivador de 70% dos casos de demência no mundo e, até 2050, a previsão é que os casos tripliquem no Brasil.

O médico neurocirurgião Dilvan Machado afirma que o Alzheimer apresenta fatores de riscos. “Essa é uma doença degenerativa sem fator etiológico determinado, porém há relatos de alguns fatores de risco relacionados, dentre eles podemos citar os de risco modificáveis da doença de Alzheimer, que são diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo, inatividade intelectual, depressão, tabagismo e baixa escolaridade dentre outros. E também os de origem não modificáveis, tais quais idade superior 65 anos, história familiar positiva e presença do alelo E4 da apolipoproteina – E ( apo-E)”, explicou.

Dr. Dilvan Machado. Foto: Arquivo pessoal.

Sinais de alerta

Saber diferenciar o esquecimento comum de esquecimento por doença de Alzheimer é fundamental, de acordo com Dr. Dilvan. “A maioria das queixas de esquecimento não é por doença, mas sim pela correria do dia a dia, estresse, sono irregular, ansiedade e excesso de informações cotidianas as quais levam a lapsos de memória, perda de atenção e concentração. Os casos ficam preocupantes quando esses lapsos memória se tornam frequentes. Esquecer de como e onde guarda os objetos, de como fazer comida ou até de passar recados; vestir roupas ao avesso ou desaprender algo rotineiro. Esses são sinais que é necessário buscar ajuda, uma vez que o mal Alzheimer ataca cérebro e provoca perda progressiva das funções cognitivas como memória”, informou o médico.

O tratamento pode ser feito de duas formas, de acordo com o especialista: medicamentoso e o não medicamentoso. “Dos remédios usamos medicações da classe chamada de anticolinesterásicos. Eles são utilizados como de escolha para a doença. No estágio avançado pode-se usar de forma associada uma classe adicional, os chamados inibidores do glutamato, como a memantina. É importante não esquecer de tratar doenças associadas como hipertensão, diabetes , distúrbio de colesterol , anemias e também repor coisas simples como vitamina, cálcio e auxiliares do sono além do controle da motilidade intestinal e rastreio infecções ou lesões de pele”, disse Dilvan.

Os treinos de memória e reabilitação cognitiva se enquadram nos tratamentos não medicamentosos. “Além de um treinamento do cuidador, da família, o estímulo da manutenção de hábitos de vida saudáveis como atividade física, mental, alimentação adequada, musicoterapia, hidroterapia, exposição luz solar e reinserção do meio social  ocupando tempo paciente”, elencou o médico.

Uma equipe interdisciplinar envolvendo fisioterapeuta, nutricionista, terapeuta ocupacional é fundamental na recuperação, já que a doença envolve toda família e círculos próximos, segundo o especialista.“Apesar de a doença não ter cura, deve-se lembrar que o impacto familiar, emocional e financeiro são muito grandes.  É  fundamental sabermos que sempre há o que fazer, talvez não no sentido da cura, mas no sentido do cuidado, do amor e da manutenção da dignidade do paciente que tem uma história de vida, apesar de não ter mais lembrar disso, mas a família lembra”, declarou Dilvan.

Prevenção do Alzheimer

Melhor forma de prevenção é ter hábitos saudáveis, recomenda o médico. “Para se prevenir do Alzheimer é preciso ter hábitos que evitem doenças do coração e do cérebro como praticar atividade física, alimentação adequada, evitar o tabagismo, diminuir o consumo de álcool, além do controle das doenças crônicas, como pressão alta, diabetes e colesterol alto podem prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer”, elencou Dilvan.

As atividades cognitivas e exercícios mentais também são importantes no processo de prevenção. “Evitar o isolamento social, tratar quadros depressivos, manter atividades que estimulam nosso cérebro, como novos aprendizados são fundamentais para manutenção bom funcionamento do cérebro  e melhora da memória”, concluiu o médico.

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