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A preocupação com a rotina alimentar das crianças é uma constante para os pais. Tornar a hora da refeição mais saudável é um desafio que exige tempo, paciência e criatividade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 340 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos sofriam de excesso de peso ou obesidade. Por outro lado, 192 milhões de crianças da mesma faixa etária apresentam baixo peso ou subnutrição. O relatório é referente aos anos 2016 e 2017 com o foco no progresso de cada região na promoção de hábitos saudáveis de alimentação e políticas de nutrição.

Práticas alimentares saudáveis

A nutricionista e especialista em comportamento alimentar Lorena Falcão afirma que a maneira mais didática para comunicar as famílias e as crianças sobre as práticas alimentares saudáveis é entender sobre grupos alimentares. “Um grupo que a gente realmente dá menos ênfase é o grupo dos açúcares e doces, mas é importante não deixar faltar fontes proteicas. Não pode faltar na alimentação da criança é a variedade e criatividade, porque às vezes a gente tá oferecendo terminado alimento e a criança ela já tá um pouco enjoada, monótona pra alimentação que ela deveria executar”, afirmou.

As intolerâncias alimentares também são itens essenciais, segundo a especialista. “É muito importante a gente variar a alimentação dessas crianças. Todos os grupos alimentares eles podem contribuir pra essas crianças com uma atenção especial aos grupos lácteos, leite queijo, iogurte. Quando a criança tem intolerância a lactose, por exemplo, ela tem uma dificuldade pra degradar a lactose, que é o açúcar do leite devido a uma diminuição da enzima lactase. Já existem diversos produtos no mercado, oferecendo sem lactose. Uma opção também são os extratos vegetais como soja, de arroz, de quinoa, de aveia. É interessante também uma visita ao profissional pediatra, para verificar se essa criança também já possui ou algum tipo de carência a base de vitamina D, cálcio pra que possa ser feito uma correção adequada e suplemento. Para as crianças intolerantes a gente vê muito que é necessário um engajamento para a criatividade, criar novas opções a de ingredientes que são tolerados por aquela criança”, pontuou a nutricionista.

Rotina regrada

A jornalista Luilma Peres conta que a alimentação virou um assunto muito importante depois que descobriu que sua filha Isadora, 3 anos, apresentou intolerância a lactose. “Comecei a controlar a alimentação da Isadora quando ela apresentou sinais de dores abdominais após a ingestão de certos alimentos como Danone, biscoitos chocolate, besteirinhas assim que ela gostava de consumir quando a gente permitia. Porém a gente estava vendo já uma reação não positiva diante disso foi quando nós fomos na pediatra e ela passou um exame específico de saliva onde detectou intolerância a lactose da Isadora”, relatou.

A alimentação de Isadora é cuidadosamente pensada por conta da intolerância e resistência em comer certos legumes. “Pelo café da manhã ela não pode consumir leite, ainda que sem a lactose. Optamos pelo consumo de sucos de manga, laranja, morango ou abacaxi, que são frutas que não prendem o intestino. Ela come fibra, que pode ser uma frutinha ou então o pão careca ou então bolacha integral. A Isadora apresenta sim resistência nos legumes verdes. Brócolis, couve, espinafre, abobrinha. A estratégia que eu uso no momento é amassar para que ela não veja, e ela está aceitando melhor já é o brócolis, mas quanto aos outros ela tem muita dificuldade”, explicou Luilma.

Adequar os comportamentos da família auxilia na orientação alimentar das crianças. “Se a gente tiver esse engajamento de todos fica mais fácil para que essa criança absorva a realidade. Orientar essa criança para comer realmente aquilo que vai ser pertinente em relação ao seu crescimento, ao seu desenvolvimento, a sua sensação de fome é um caminho”, concluiu a nutricionista.

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