Anvisa facilita e farmácias poderão produzir remédios com canabidiol
Óleo de cannabis, folhas de cânhamo, flores secas e sementes em laboratório Por Kattecat
Óleo de cannabis, folhas de cânhamo, flores secas e sementes em laboratório Por Kattecat

Anvisa facilita e farmácias poderão produzir remédios com canabidiol

Cannabis oil, hemp leaves, dry flowers and peeled seeds in laboratory. Top view. Petri dishes and glassware on lab table. Dermatology concept, alternative treatment. Super food or natural cosmetics

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu uma consulta pública para revisar as regras de venda e prescrição de produtos derivados da cannabis. As mudanças podem facilitar o acesso a tratamentos medicinais no país.

FARMÁCIAS PODERÃO PRODUZIR REMÉDIOS COM CANABIDIOL

Uma das principais propostas é permitir que farmácias de manipulação produzam e vendam medicamentos à base de canabidiol (CBD), desde que tenham pureza mínima de 98%.

Atualmente, apenas um medicamento e 36 produtos de cannabis são regulamentados no Brasil.

MAIS FORMAS DE USO E PRESCRIÇÃO

A Anvisa também quer ampliar as vias de administração desses produtos, incluindo uso bucal, sublingual, inalatório e dermatológico.

Além disso, cirurgiões-dentistas poderão prescrever esses medicamentos, o que deve ajudar pacientes com dores crônicas e outras condições.

PUBLICIDADE E IMPORTAÇÃO TAMBÉM ESTÃO NA PAUTA

Outra mudança em discussão é a liberação de publicidade direcionada a médicos e profissionais de saúde.

A proposta ainda inclui a permissão para importar CBD a granel, usado em pesquisas e produção de remédios.

PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA

A consulta pública ficará aberta por 60 dias no site da Anvisa. Qualquer pessoa pode enviar sugestões para moldar as novas regras.

O objetivo é garantir mais opções terapêuticas para pacientes com epilepsia refratária, esclerose múltipla e outras doenças.

CANNABIS NO BRASIL: USO APENAS MEDICINAL

No Brasil, o uso da cannabis é permitido apenas para fins medicinais. Muitos pacientes ainda dependem de importações ou autorizações judiciais para cultivar a planta e produzir seus próprios remédios. As novas regras podem mudar esse cenário.

Fontes: Anvisa e CFF