Perda de cabelo na forma de alopecia areata. Por nadzeyakolabava
Entenda as causas e quando procurar um especialista
A queda de cabelo, também conhecida como alopecia, é caracterizada pela perda, diminuição ou ausência de fios no couro cabeludo, ou em outras áreas do corpo.
Essa condição pode afetar homens e mulheres de diferentes idades, sendo rara em crianças.
Ela pode ser temporária ou permanente e tem diversas causas, incluindo a deficiência de certas vitaminas.
Primeiramente, é importante lembrar que a queda de cabelo é um processo natural. Conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e o Ministério da Saúde, uma pessoa perde entre 50 e 200 fios por dia.
No entanto, se essa queda ultrapassar esse limite por um período de dois a três meses, é recomendável buscar a ajuda de um especialista.
A dermatologista Caroline Palheta explica que existem dois tipos principais de alopecia: a cicatricial, que é definitiva e não permite o crescimento de novos fios na área afetada, e a não cicatricial, em que a queda pode ser revertida com tratamentos adequados.
Quando a perda de cabelo está relacionada à falta de nutrientes, como vitaminas e aminoácidos, a dermatologista ressalta a importância de um acompanhamento multidisciplinar, que envolva tanto a nutrição quanto a dermatologia.
“Sempre orientamos os pacientes com queda de cabelo a procurar ajuda profissional para ajustar a alimentação conforme suas necessidades, rotina e demanda calórica, além de traçar um plano com o dermatologista para obter os melhores resultados no tratamento capilar”, explica Dra. Caroline.
Ela destaca ainda que, em alguns casos, a suplementação de nutrientes pode ser necessária, desde que seja feita sob supervisão médica.
Dentre as causas da perda de fios, Dra. Caroline destaca o eflúvio telógeno, uma condição temporária em que o cabelo cai de forma acentuada por um período de três a seis meses.
Diversos fatores podem desencadear essa situação, como estresse fisiológico (cirurgias, impactos emocionais), problemas de saúde mental, inflamações no couro cabeludo, desequilíbrios hormonais e metabólicos, deficiências de minerais e proteínas, dietas restritivas, perda rápida de peso e uso de certos medicamentos.
Para tratar a queda de cabelo, é essencial identificar sua causa. O médico pode solicitar exames de sangue e urina, além de avaliar a dieta e sintomas do paciente para descobrir o fator desencadeante.
A *alopecia androgenética* é uma das formas mais comuns de perda de cabelo e pode afetar tanto homens quanto mulheres.
Também conhecida como calvície, essa condição é predominantemente hereditária e está associada a fatores hormonais.
Ela ocorre devido à sensibilidade dos folículos capilares ao hormônio dihidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona.
Nos homens, a alopecia androgenética geralmente se manifesta como um padrão de calvície que começa nas têmporas e se espalha para o topo da cabeça.
Já nas mulheres, a condição tende a causar um afinamento geral dos fios, especialmente na parte superior do couro cabeludo, sem levar à calvície total.
A dermatologista Caroline Palheta ressalta que, apesar de ser uma condição genética, há várias opções de tratamento que podem ajudar a controlar a progressão da perda de cabelo.
Entre as alternativas estão o uso de medicamentos tópicos, como o minoxidil, e medicamentos orais, como a finasterida, que ajudam a reduzir a produção de DHT.
Além disso, terapias como a laserterapia e procedimentos de transplante capilar também podem ser considerados, dependendo da gravidade da condição e da resposta ao tratamento.
Uma das causas hormonais mais comuns da queda de cabelo é o pós-parto. Nesse período, a perda de fios pode durar mais de um ano.
“A queda de cabelo atinge a maioria das mulheres após o parto, embora algumas não sofram com isso. Essa queda costuma começar de três a quatro meses após o nascimento do bebê e, em alguns casos, pode durar até um ano e dois meses”, explica a dermatologista.
Segundo Dra. Caroline, não há uma forma garantida de prevenir a queda de cabelo. No entanto, manter hábitos saudáveis, uma dieta equilibrada e evitar procedimentos que danifiquem os fios pode ajudar a manter o cabelo forte e saudável.
“Orientamos sempre sobre a importância de manter os fios hidratados, utilizando produtos que auxiliem na reposição de proteínas, especialmente após danos químicos. Também é recomendável reduzir o uso de chapinhas, secadores e alisantes que alteram a estrutura dos fios. Aprender a cuidar do seu tipo de cabelo e aceitar sua textura natural, com o uso de produtos indicados por dermatologistas e cabeleireiros, faz parte de um cuidado mais completo e alinhado à realidade de cada fio”, conclui a médica.
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