Tratamento fisioterapêutico ameniza em até 90% de dores provocadas pela fibromialgia

A fibromialgia é definida como uma síndrome clínica que se manifesta por meio de dores em todo o corpo, atingindo principalmente o sistema musculoesquelético. Sintomas como fadiga, alterações na memória, ansiedade, depressão e problemas intestinais também são características de pessoas que apresentam a doença de grande sensibilidade ao toque.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença é um problema comum atingindo 10 a cada 15% dos pacientes que vão ao consultório de reumatologia. Ainda de acordo com a organização, de cada 10 pacientes com fibromialgia, sete são mulheres.

Sendo uma alternativa para amenizar dos sintomas, a fisioterapia se mostra um importante aliado no tratamento. De acordo com o fisioterapeuta Diogo Bonifácio, existem diversas abordagens que auxiliam no tratamento. “Todos são recursos muito bem aceitos para o paciente que passa por uma por um processo como a fibromialgia. Hoje também no mercado nós temos recursos mais modernos como a terapia fotossônica. Esse tratamento inovador e pioneiro que eu estou levando para Belém . Trata-se de um aparelho desenvolvido pela pelo laboratório de física da Universidade Federal de São Carlos, que é da USP e da Unifaz, de São Paulo, e que tem demonstrado um resultado de até 90% no quadro de dor do paciente”, afirmou.

O profissional afirma, entretanto, que é preciso entender que a doença não tem cura. “Nós não podemos prometer a cura, mas sim a qualidade de vida e a atenuação dessas dores. A gente conseguindo promover isso, o paciente já consegue voltar para a vida das atividades diárias e também a questão emocional dentro do ambiente da família”, declarou.

Para todos os tratamentos, o especialista recomenda avaliação específica. “O paciente vai passar por uma anamnese, coleta de dados, medida de amplitude de questões emocionais com esse paciente, observação de parâmetros clínicos dele, porque isso é importante avaliar. A avaliação segue não apenas aspectos físicos, mas os laboratoriais porque questões de hemograma. É preciso fazer uma avaliação bem profunda desse paciente para determinar qual a melhor abordagem terapêutica pra ele por onde se devemos”, ressaltou Diogo Bonifácio.

Alessandra Fonseca

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