Agentes da Saúde nas comunidades ribeirinhas de Altamira Foto: João Vitor Moura/MS
A seca severa e as queimadas no Pará estão impactando diretamente a vida das comunidades ribeirinhas e indígenas.
Em resposta, o Ministério da Saúde enviou uma equipe técnica da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde para realizar visitas e avaliar a situação.
Em Altamira, uma das regiões mais afetadas, cerca de 1,3 mil pessoas estão sofrendo com a escassez de água e alimentos, o que aumenta o risco de doenças hídricas.
Em Altamira, a crise hídrica gerada pela estiagem extrema já afeta 319 famílias que vivem nas Reservas Extrativistas (Resex) Rio Iriri, Rio Xingu e Riozinho do Anfrísio. A pesca, principal fonte de renda, foi comprometida pelo baixo nível dos rios.
Francisco Ricardo, morador da Resex Riozinho do Anfrísio, relata que o tempo de deslocamento até a cidade, que costumava ser de dois dias, aumentou para sete, prejudicando o acesso a serviços de saúde, como sua recente necessidade de uma cirurgia.
Os técnicos do Ministério da Saúde, liderados por Tatiana Souza, da Força Nacional do SUS, visitaram essas comunidades para levantar informações sobre o acesso à água potável e as condições de saúde locais.
O objetivo é elaborar um diagnóstico que guiará futuras ações de mitigação dos efeitos climáticos no estado.
Paralelamente, outra equipe técnica visitou o território indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, também no Pará.
O foco foi avaliar os impactos da estiagem e das queimadas nas aldeias locais, com destaque para os problemas respiratórios, sangramentos nasais e até efeitos na saúde mental causados pela fumaça.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que o Pará registrou mais de 39 mil focos de incêndio em 2024, tornando-se o segundo estado com mais queimadas no Brasil.
Além disso, as lideranças indígenas alertaram sobre a necessidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para combater o fogo.
O diagnóstico das visitas será entregue ao Comitê de Resposta aos Eventos Extremos na Saúde Indígena (Cresi), que deve direcionar novas ações junto à Secretaria de Saúde Indígena para enfrentar esses desafios.
Após a coleta de informações e a participação ativa das lideranças comunitárias, o Ministério da Saúde está finalizando um relatório detalhado da situação.
Este documento será fundamental para o planejamento de estratégias emergenciais para combater os efeitos devastadores das mudanças climáticas nas regiões ribeirinhas e indígenas do Pará.
A expectativa é que essas ações tragam melhorias não apenas no abastecimento de água, mas também na saúde e segurança dessas populações.
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