Naegleria (formes) Imagem: en:User:Josh Grosse, Public domain, via Wikimedia Commons
O Ministério da Saúde confirmou através de exames laboratoriais que a morte de um bebê de 1 ano e 3 meses em Caucaia, Ceará, foi causada pela ameba Naegleria fowleri.
Este parasita raro, conhecido como “ameba comedora de cérebro”, entra pelo nariz e atinge o cérebro, causando danos graves.
A criança apresentou febre, irritação e vômito, evoluindo rapidamente para sintomas neurológicos e vindo a óbito oito dias após o início do quadro.
O laudo foi confirmado após exames de necrópsia e análise da água da cisterna utilizada pela família, proveniente de um açude local.
A investigação apontou que, embora tratada, a água não recebeu cloração adequada para eliminar o parasita.
Este é o segundo caso confirmado no Brasil. O primeiro ocorreu em 1975, em São Paulo.
Globalmente, desde os anos 1960, foram registrados cerca de 160 casos nos Estados Unidos, com uma taxa de mortalidade de 98%.
No Brasil, os relatos ainda são extremamente raros, refletindo tanto a raridade da infecção quanto as dificuldades de diagnóstico.
A Naegleria fowleri é um organismo unicelular que vive em água doce quente, como lagos, lagoas e açudes.
Ela não depende de hospedeiros para sobreviver e prolifera em temperaturas elevadas.
A infecção ocorre exclusivamente pela inalação de água contaminada pelo nariz, não havendo transmissão por ingestão ou entre pessoas.
Os sintomas iniciais da meningoencefalite amebiana primária (PAM) incluem febre, dor de garganta, sonolência e irritabilidade, frequentemente confundidos com meningite bacteriana.
Com a progressão da doença, surgem sinais neurológicos graves. Por ser rara, é pouco considerada no diagnóstico diferencial, levando a casos subnotificados.
A confirmação laboratorial é desafiadora. No caso do Ceará, a autorização da família para necrópsia foi crucial para identificar o parasita e evitar que a infecção passasse despercebida.
As autoridades reforçaram medidas de segurança para evitar novos casos. A água do açude que abastece o assentamento foi desinfectada, e o tratamento do reservatório foi ajustado.
Além disso, a população foi orientada sobre os riscos associados ao uso de água não tratada.
A melhor forma de prevenção é evitar o contato do nariz com água de fontes potencialmente contaminadas, como lagoas e açudes, especialmente durante mergulhos.
Tratamento adequado da água em cisternas e reservatórios é essencial para minimizar riscos.
A morte da criança no Ceará destaca a necessidade de vigilância em saúde e conscientização sobre infecções raras.
Apesar de incomum, a Naegleria fowleri representa um risco em condições específicas e demanda atenção das autoridades e população.
Fontes: Agência Brasil e G1 01 e 02
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