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A diabetes é uma doença que também pode atingir mulheres no período da gestação. Essa condição pode trazer sérios riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Idade materna avançada, obesidade, sobrepeso ou ganho excessivo de peso na gestação atual estão entre os fatores de risco desse problema. 

A endocrinologista Larice Assef explica porque a diabetes gestacional ocorre. “É quando a mulher apresenta hiperglicemia pela primeira vez durante a gravidez, ou seja, em uma mulher que não apresentava diagnóstico anterior de diabetes”, afirma. 

De acordo com a médica, a diabetes gestacional é a alteração metabólica mais comum da gravidez, e acomete até 20% das gestantes. “A gestação facilita o surgimento de diabetes principalmente a partir da segunda metade da gestação, pois, a placenta produz hormônios hiperglicemiantes e enzimas placentárias que degradam a insulina causando redução da sua ação e aumento da resistência à insulina”, destaca. 

Segundo a especialista, na maioria dos casos, a diabetes gestacional pode ser assintomática e o diagnóstico deve ser feito por meio da realização de exame de rastreio chamado de teste oral de tolerância a glicose. “É um exame indolor, feito no laboratório, tendo uma duração de 2 horas para ser realizado”, pontua. 

 Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de Diabetes Gestacional 

– Idade materna avançada; 

– Sobrepeso, obesidade, ganho excessivo de peso na gravidez atual; 

– Deposição central excessiva de gordura corporal; 

– História familiar de diabetes em parente de primeiro grau; 

– Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclampsia na gravidez atual; 

– Antecedente obstétrico de aborto de repetição, malformação e macrossomia fetal;  

– Síndrome dos ovários policísticos. 

Larice ressalta os principais consequências dessa condição para mãe e a criança. “Os riscos de desenvolver diabetes gestacional existem para mãe e para o bebê. O recém-nascido corre maior risco de peso acima do percentil 90, hipoglicemia neonatal, maior risco de diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica e sobrepeso na idade adulta. A mãe maior risco de parto prematuro, pré-eclampsia, hipertensão, infecções urinárias de repetição”, declara.  

A especialista finaliza destacando quais as principais formas de tratamento para a diabetes gestacional. “É feito com dieta equilibrada com redução de carboidratos, atividade física e caso essas medidas não sejam suficientes para atingir as metas de glicemia pode ser necessário o uso de insulina. Cerca de 20% dos casos irão precisar o uso de insulina para o controle. Após 6 semanas do parto a gestante deverá ser reavaliada com novo teste oral de tolerância a glicose, porém, agora usamos valores de corte iguais a população geral”, conclui.  

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