Médica Lana Almeida Foto: reprodução Instagram
Durante o Outubro Rosa, movimento dedicado à conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, um vídeo publicado pela médica Lana Almeida, ginecologista e mastologista integrativa, causou revolta e levantou sérios alertas por parte de instituições de saúde.
Em seu perfil, que se encontra privado agora, nas redes sociais, Lana afirmou que o câncer de mama “não existe” e desencorajou o uso da mamografia como método preventivo.
Segundo a médica, o que realmente ocorre nas mamas seria uma inflamação crônica devido a desequilíbrios hormonais, defendendo a modulação hormonal como única solução.
Essa postura foi prontamente criticada pela comunidade médica, que reforça a importância da mamografia na detecção precoce e prevenção de mortes por câncer.
O vídeo postado no seu perfil no Instagram já não pode ser acessado por estar privado, mas o que ela fala é:
“Câncer de mama não existe. Sou doutora Lana Almeida, médica integrativa e especialista em mastologia e ultrassonografia das mamas. Por isso venho falar para vocês que câncer de mama não existe, então esqueçam o outubro rosa, esqueçam a mamografia. Mamografia vai causar inflamação nas mamas, por que eu falo que câncer de mama não existe? Porque simplesmente o que existe é uma inflamação crônica nas mamas, que pode ser inflamação da tireoide, do rim, do fígado, em qualquer lugar. É cálcio nas mamas. Por que o cálcio vai para as mamas? Porque ele sai dos ossos pela desmineralização óssea, pela baixa de testosterona, baixa de hormônio, testosterona, estradiol e progesterona. Então vamos fazer a modulação hormonal? Vamos repor esses hormônios com a modulação nano baseado no protocolo Marco Botelho, que trataremos todas as inflamações corporais”.
Logo após a publicação do vídeo, que rapidamente viralizou, o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) anunciou que apurará o caso da médica registrada.
Em nota, destacou que todos os procedimentos internos respeitarão o sigilo profissional, conforme o Código de Processo Ético-Profissional.
O Sindicato dos Médicos do Pará (SINDMEPA) também se posicionou, reiterando a importância da mamografia e criticando a divulgação de informações sem base científica.
O SINDMEPA enfatizou que o câncer de mama é uma condição séria e amplamente reconhecida pela ciência, sendo responsável por um alto índice de mortalidade entre mulheres.
A instituição ressalta que a mamografia é um método validado para o diagnóstico precoce e redução da mortalidade, especialmente importante em uma doença em que o diagnóstico inicial permite tratamentos menos invasivos e uma maior taxa de cura.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) manifestou preocupação com a disseminação de notícias falsas sobre o câncer de mama, especialmente em uma fase do ano dedicada à prevenção e conscientização.
Em seu comunicado, a SBM destacou o aumento de perfis que divulgam “curas milagrosas” sem base científica, geralmente promovendo tratamentos alternativos que desafiam as recomendações médicas e podem colocar vidas em risco.
Segundo a SBM, a mamografia é crucial para a detecção precoce e foi amplamente documentado que ela reduz em até 30% a mortalidade entre mulheres que realizam o exame preventivo regularmente.
Além disso, o uso de hormônios para tratar o câncer é contraindicado, pois pode estimular o crescimento das células tumorais, agravando o quadro clínico da paciente.
Lana Almeida referenciou um protocolo hormonal do odontólogo e pesquisador Marco Botelho, que já foi preso este ano pela polícia civil por exercício ilegal da medicina, sendo solto após pagar fiança.
Botelho, que promove o uso de hormônios nanoestruturados, defende a modulação hormonal como uma alternativa ao uso de medicamentos convencionais, e suas declarações também foram alvo de processos pelos Conselhos Regionais de Medicina e Odontologia.
Segundo o Conselho Federal de Odontologia, os profissionais da odontologia são proibidos de realizar, prescrever ou ensinar práticas de modulação hormonal.
Esse tipo de prática levanta questões éticas e legais, uma vez que promove tratamentos não reconhecidos pela medicina tradicional, e que podem implicar sérios riscos à saúde.
Fontes: O Liberal, G1 01 02, UOL, CRM-SC, CRM-PA, SINDMEPA e SBM
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