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Existem muitas formas de inovação, principalmente adaptar de forma diferente algo que já existe. E assim nasceu o Escala, uma startup que atua no gerenciamento de plantões e jornadas de trabalho. Criado em 2016, o negócio nasceu dentro Hospital Albert Einstein, em uma dinâmica do laboratório de inovação que investigava o ambiente da empresa para identificar grandes problemas.

O CEO e fundador do Escala, Vinicius Lima afirma que o projeto surgiu com o objetivo de apoiar diversas áreas do Einstein. “O hospital é um ambiente complexo. Fazendo uma investigação dele nós identificamos um problema burocrático e administrativo: gestores da área de saúde gastavam muito tempo com a gestão de alocação de profissionais, mais conhecida como gestão de escala”, conta Lima.

Segundo ele, à época, muitos processos eram feitos apenas no papel e sem centralização pois, cada gestor era responsável por sua escala. “Cada um fazia do seu jeito. Uns utilizavam planilhas do Google, outros usavam listas de presenças e WhatsApp”, explica. “Dentro de uma empresa complexa como o Einstein, tinham dezenas de formas de fazer escala. Logo, uma enormidade de dados sobre o colaborado eram perdidos”, afirma.

Existem três modelos oferecidos para as empresas: o Escala Espaços, voltado para a gestão e o revezamento de funcionários em escritórios; o Escala Plantões, ferramenta utilizada para plantões de profissionais liberais; e o Escala Jornadas, que traz soluções para o profissional registrado.

Lima explica que o produto mais novo é o Escala Espaços, que surgiu com novas demandas do trabalho híbrido. “Nós notamos que clientes que usavam nossos produtos de gestão de escalas com revezamento começaram a usar para outros fins. Ou seja, em vez de colocar os nomes das equipes e especialidades, eles começaram a colocar o nome das salas, posições e vagas do estacionamento”, ressalta.

O tíquete médio dos produtos é de R$ 1.400, mas chega a variar de acordo com número de colaboradores da empresa. Lima enfatiza que um dos grandes diferenciais da startup é atender de forma integrada três públicos: corporativo, profissional liberal e permanente. Além do fornecimento de dados para outras tomadas de decisões.

“Nossas ferramentas oferecem esse apoio para a análise de dados. Em saúde é comum falar da taxa de ocupação de leitos. Com nossas ferramentas, o gestor pode tirar informações da taxa de ocupação e utilizar como base para distribuição de folgas aos funcionários”, pontua o fundador. 

A startup surgiu com o foco na saúde, mas não se volta apenas para a área. Lima afirma que o plano de expansão envolve o aumento na presença no varejo e na área de logística. Até o momento, 80% dos 300 clientes são do setor de saúde. “Escala é um problema de todo universo da indústria: varejo, segurança e logística. Tem uma grande porção do Brasil que reveza, não sabe quando vai folgar antes de o mês começar; é preciso ter uma escala de trabalho bem desenhada”, diz Lima.

Segundo ele, o próximo passo da startup, ainda para 2022, é se desassociar do laboratório de inovação do Einstein e iniciar uma caminhada solo. Com produtos consolidados, o negócio faturou R$ 5 milhões em 2021. Para este ano, a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 9 milhões. A startup também anseia aumentar o número de funcionários de 66 para 90.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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