Uma mulher recebe cuidados médicos num centro de tratamento de cólera no Sudão | © OMS/Ala Kheir
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo de emergência de 1,5 bilhões de dólares na segunda-feira para fornecer cuidados a mais de 87 milhões de pessoas em 41 crises em andamento. Isso inclui áreas como o território palestino ocupado, Ucrânia, Sudão, Síria e Corno de África.
O apelo ocorre em meio a preocupações crescentes sobre insegurança alimentar, conflitos e deslocamentos causados por mudanças climáticas, seca e outros fenômenos meteorológicos extremos. Estes fatores estão contribuindo para emergências de saúde mais profundas e complexas, colocando os sistemas de saúde sob pressão.
A OMS destaca que cada crise humanitária é, essencialmente, uma crise de saúde. O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que cada dólar investido no trabalho da organização gera um retorno de pelo menos 35 dólares.
Falando na sede da ONU em Genebra, Tedros pediu aos doadores e governos que intensificassem o apoio. Alertou que é crucial agir agora, pois “existem apenas duas formas de reduzir o sofrimento humano causado pelas crises de saúde: aumentar o financiamento ou reduzir as necessidades. Nenhum dos dois está acontecendo no momento”.
Martin Griffiths, Coordenador de Assuntos Humanitários da ONU, endossou o apelo, destacando que o investimento é “um preço muito pequeno a pagar para proteger a saúde dos mais vulneráveis e evitar o aprofundamento da crise sanitária global”. Ele citou exemplos, como os nove meses de guerra no Sudão, que sobrecarregaram o sistema de saúde e contribuíram para surtos de doenças evitáveis, como o sarampo.
A saúde global está mais ameaçada do que nunca, afirmou Griffiths. No ano passado, mais de 1.300 ataques a instalações de saúde em 19 países foram registrados, resultando em mortes e ferimentos de profissionais de saúde e pacientes.
O chefe do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Dr. Mike Ryan, alertou que estamos testemunhando uma era em que ataques aos cuidados de saúde tornaram-se uma tática de guerra, uma “arma” utilizada para aumentar o terror e negar às pessoas os serviços essenciais.
Denise Brown, principal autoridade humanitária da ONU na Ucrânia, destacou a importância dos cuidados de saúde para manter a comunidade unida. Ela expressou preocupação com os mais de 1.400 ataques a infraestruturas de saúde no país desde o início da guerra, pedindo apoio imediato da OMS e de outras instituições.
A ONU lançou um apelo humanitário de 4,2 bilhões de dólares para a Ucrânia na segunda-feira, destacando que a guerra continua, o sofrimento persiste, e o apoio dos Estados-Membros é fundamental, especialmente nos cuidados de saúde.
Fonte: Nações Unidas
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