Saúde Pública

Junho Vermelho: doação de sangue ajuda a garantir o tratamento de pacientes com câncer

A campanha Junho Vermelho foi criada em 2015 pelo Ministério da Saúde para chamar a atenção da sociedade para a importância da doação de sangue. Atualmente, o principal alvo é o público jovem, que podem se tornar os principais multiplicadores desse gesto de solidariedade.

De acordo com o INCA, apenas 29% dos doadores estão na faixa etária de 18 a 29 anos. A necessidade de o grupo mais jovem se tornar doador frequente é grande, uma vez que os doadores habituais estão atingindo a faixa etária limite para realização do procedimento, que é de 69 anos.

No Pará, o Hemopa é responsável por coordenar as ações de captação de doadores e distribuição do sangue doado. Para isso, o hemocentro possui postos de coleta em nove municípios do interior paraense, que funcionam como polos de distribuição para as cidades de todas as regiões. É constante o esforço para manter o estoque do banco de sangue em nível satisfatório para atender uma rede hospitalar composta por mais de 200 unidades em todo o Estado.

Pacientes oncológicos – Os pacientes oncológicos representam, em média, 30% da demanda por sangue. A cada três bolsas de sangue coletadas pelo Hemopa, uma é utilizada por alguém em tratamento contra o câncer. Portanto, a doação de sangue tem relevância determinante para o bom andamento do tratamento desses pacientes em quase todas as etapas.

Os tratamentos de radioterapia e/ou quimioterapia e a própria natureza do câncer, em vários casos, exigem muitas vezes transfusão de sangue para a reposição das células sanguíneas para correção de anemias, plaquetopenias e para manter a boa coagulação do sangue. “Principalmente nos tipos de câncer oncohematológicos, como as leucemias agudas, por exemplo, quando é feita a quimioterapia, as taxas de hemoglobina, leucócitos e plaquetas baixam muito, e para que eles possam continuar fazendo o tratamento, precisam receber transfusões frequentemente. Outros tipos de câncer também têm essa necessidade transfusional durante o tratamento”, explica a hematologista do Centro de Tratamento Oncológico, Iê Bentes Fernandez.

A necessidade de doações em um hospital oncológico é 70% maior do que em outro hospital. Por isso é necessária uma mobilização constante e com o maior número possível de doadores.

A cada doação são coletados no máximo 450ml de sangue. Antes de efetivar a doação, cada doador voluntário passa por uma triagem com a realização de exames específicos para a eventual detecção de doenças transmissíveis, além do processo de fracionamento dos componentes do sangue.

Para doar sangue, é preciso:

•Estar bem de saúde
•Portar documento de identidade com foto
•Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade precisa de autorização do responsável legal)
•Pesar mais de 50 kg
•Não ser portador de doenças crônicas
•Não ter recebido transfusão de sangue e outros componentes no último ano
•Ter repousado pelo menos 8 horas antes da doação
•Não estar em jejum; não ter consumido alimentos gordurosos, nem bebidas alcoólicas
•Para doar plaquetas, por aférese, é necessário já ter doado sangue anteriormente, ter disponibilidade de tempo (o procedimento dura, em média, 90 minutos) e não estar fazendo uso de ácido acetilsalicílico (AAS)
•O intervalo entre doações de sangue é de 90 dias para mulheres e 60 dias para homens. A doação de plaquetas pode ser feita até duas vezes por mês

Romeu Lima

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