Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein Foto: Ana Paula Paiva para Valor
Recentemente, um paciente do cirurgião Sidney Klajner ficou surpreso ao ouvir seu médico descrever detalhadamente seu histórico de saúde antes mesmo de ele começar a falar.
Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, utilizou inteligência artificial generativa para obter essas informações. “Ele me perguntou como eu sabia tanto sem ter falado nada”, contou Klajner.
O Hospital Israelita Albert Einstein lançou a plataforma de inteligência artificial Hstory, desenvolvida internamente para transformar o atendimento médico. A plataforma analisa prontuários médicos e gera relatórios detalhados em minutos.
Com essa ferramenta, o Einstein se torna o primeiro hospital no Brasil a integrar IA e Big Data no atendimento direto ao paciente.
A principal vantagem do Hstory é a economia de tempo para os médicos. Em uma simulação, Klajner constatou que economizou 20 minutos utilizando seu próprio prontuário médico. A plataforma permite que os médicos foquem mais em aspectos importantes durante a consulta, automatizando a análise de dados.
O desenvolvimento do Hstory é fruto de um investimento contínuo iniciado em 2016. A equipe de Big Data do Einstein cresceu de seis para cem pessoas. O hospital criou mais de cem algoritmos de Big Data, dos quais 20 são de predição. Atualmente, 49 sistemas utilizam inteligência artificial em 16 áreas da instituição.
A IA também ajudou a reduzir a readmissão de pacientes. Um algoritmo desenvolvido pelo Einstein aumentou em quatro vezes a identificação de pacientes com alto risco de readmissão, permitindo ações preventivas mais eficazes.
Além disso, a tecnologia otimizou o uso de leitos e salas cirúrgicas, resultando em mais cirurgias e menos tempo gasto com burocracia pelas equipes de enfermagem.
Apesar dos avanços, ainda há desafios a serem superados. A criação de um prontuário eletrônico único depende de investimentos em Big Data e segurança digital, além da definição de padrões tecnológicos comuns.
Klajner acredita que, embora o Brasil enfrente desafios únicos devido ao seu tamanho, o futuro da IA na saúde deve ser constantemente buscado.
Embora a inteligência artificial esteja transformando o atendimento médico, Klajner ressalta que ela não substituirá o julgamento clínico dos médicos em decisões vitais.
O ideal não seria evitar históricos prontos antes de ouvir o paciente, para que não se direcione em diagnósticos equivocados? Voltar a “ouvir” de fato os pacientes antes mesmo de fazer qualquer pergunta a eles.
“A inteligência artificial não fará nada disso”, afirma. O avanço da IA no Einstein demonstra o potencial da tecnologia para melhorar a eficiência e a qualidade dos cuidados de saúde, preparando o caminho para um futuro mais integrado e tecnológico na medicina.
Fonte: Valor Econômico
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