Dia Mundial da Lepra, fita roxa, símbolo de janeiro Por FabianMontano
O Brasil é um dos países que mais diagnosticam hanseníase no mundo, ocupando o segundo lugar global no número de casos.
Segundo dados do último boletim epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS), 22.773 novos diagnósticos foram registrados no país em 2023, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.
A Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) alerta que o Brasil vive uma endemia oculta de hanseníase, caracterizada por milhares de casos que permanecem sem diagnóstico e tratamento, o que resulta em diagnósticos tardios e sequelas incapacitantes para os pacientes.
Os desafios para o diagnóstico precoce de hanseníase são complexos. No Brasil, muitos pacientes enfrentam uma jornada de anos em busca de um diagnóstico correto, muitas vezes passando por diagnósticos errôneos como artrite, diabetes ou até infarto.
Essa demora agrava o quadro, levando a sequelas neurológicas irreversíveis e perda de sensibilidade em áreas do corpo, o que compromete a qualidade de vida e aumenta o estigma.
A hanseníase é uma doença que atinge os nervos periféricos, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que age lentamente no organismo.
A infecção pode demorar de 5 a 10 anos para apresentar sintomas, o que contribui para a sua propagação e o diagnóstico tardio.
Os sintomas mais comuns são formigamentos, perda de força e manchas na pele com perda de sensibilidade, que podem facilmente ser confundidos com outras doenças.
Uma das estratégias mais eficazes para o controle da hanseníase é o rastreio de contatos próximos dos pacientes diagnosticados.
Contudo, os dados mostram que apenas 63% dos contatos de pacientes foram avaliados na Bahia, por exemplo, uma taxa considerada baixa para a prevenção eficaz.
O tratamento da hanseníase é gratuito e realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o diagnóstico tardio ainda limita as possibilidades de cura completa, especialmente para os casos em que há dano nos nervos.
Entre os países com altas taxas de hanseníase estão Brasil, Índia e Indonésia, todos com grandes populações e áreas com baixa infraestrutura sanitária.
A Índia, primeiro lugar em novos casos, registrou 107.851 diagnósticos, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
A SBH destacou a gravidade da situação desses países no Congresso Brasileiro de Hansenologia, ressaltando a importância de políticas públicas para detectar e tratar a hanseníase de maneira mais eficaz.
Nos últimos anos, o Brasil tem avançado em algumas áreas na luta contra a hanseníase, mas o ritmo de novos diagnósticos está abaixo do necessário para erradicar a doença.
Além disso, a OMS traçou uma meta de menos de um caso por 10 mil habitantes, objetivo ainda distante no Brasil.
A falta de campanhas de conscientização e o baixo investimento em treinamentos específicos para profissionais de saúde contribuem para a subnotificação e o avanço silencioso da hanseníase no país.
Especialistas destacam a importância de capacitar profissionais de saúde para reconhecer os sinais da hanseníase.
Apenas assim será possível mudar a trajetória dessa doença no país e oferecer aos pacientes um diagnóstico rápido e tratamento eficaz.
Fontes: Medicina S/A, BBC e Ministério da Saúde
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