Especialistas em saúde pública continuam preocupados com a disseminação da gripe aviária para humanos | Foto de Mohamed Moussa para FAO
A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, já resultou na morte de mais de 300 milhões de aves ao redor do mundo.
Autoridades alertam que o vírus está atravessando barreiras entre espécies, ameaçando a vida selvagem e a segurança alimentar de milhões de pessoas.
Até o momento, mais de 500 espécies de aves e pelo menos 70 espécies de mamíferos foram infectadas, incluindo animais ameaçados como o condor da Califórnia e os ursos polares.
Em regiões onde aves são uma das principais fontes de proteína, o H5N1 representa uma séria ameça à segurança alimentar e nutricional.
O impacto econômico é igualmente devastador: milhares de agricultores enfrentam perdas financeiras que comprometem investimentos em biossegurança.
O Dr. Madhur Dhingra, da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), destacou que os meios de subsistência de centenas de milhões de pessoas foram diretamente afetados pelo vírus.
Desde 2021, a influenza aviária foi relatada em 109 países e territórios de cinco continentes.
Além dos surtos em aves selvagens e gado leiteiro nos EUA, casos também foram confirmados na Austrália, Canadá, China, Camboja e Vietnã.
Até o momento, 76 pessoas foram infectadas com o vírus H5 em 2024, a maioria trabalhadores rurais.
Segundo a Dra. Maria Van Kerkhove, da OMS (Organização Mundial de Saúde), o risco de transmissão do H5N1 para o público geral é atualmente baixo.
Contudo, para trabalhadores rurais expostos a animais infectados, o risco é considerado baixo a moderado.
Embora não haja evidências de transmissão entre humanos, a OMS alerta que o cenário pode mudar rapidamente devido à evolução do vírus.
A Influenza Aviária (IA) é uma doença infecciosa causada por vírus que afeta aves e, em casos raros, humanos. O subtipo A(H5N1) tem causado surtos globais prolongados, incluindo no Brasil, sendo uma preocupação para a saúde pública devido ao seu potencial de gravidade.
Os sintomas em humanos incluem febre alta, tosse, dificuldade respiratória e, em casos graves, pneumonia e falência de órgãos.
A infecção ocorre pelo contato direto com aves infectadas ou superfícies contaminadas. A transmissão entre pessoas é rara e limitada a contatos próximos e prolongados.
O diagnóstico é realizado por análises laboratoriais de secreções respiratórias, seguindo protocolos rigorosos.
O tratamento inclui o uso do antiviral fosfato de oseltamivir, que reduz a gravidade da doença se iniciado precocemente.
Evitar contato com aves doentes ou mortas e adotar medidas de higiene, como lavar as mãos e usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI), são as principais formas de prevenção.
Profissionais e o público devem relatar casos suspeitos às autoridades para conter a disseminação do vírus.
O diretor da Organização Mundial para Saúde Animal, Gregorio Torres, alerta que os efeitos podem ser arrasadores.
As agências internacionais FAO, OMS e Organização Mundial para Saúde Animal intensificaram a colaboração global para mitigar a disseminação e proteger tanto a saúde animal quanto a humana.
Fonte: ONU 01 e 02 e Ministério da Saúde
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